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Artista sudanês Ahmed Umar desafia normas e apresenta sua jornada em exposição no México

- Ahmed Umar, artista sudanês, mudou-se para a Noruega após enfrentar repressão. - Sua exposição "La verdad no es un escándalo" inaugura no Museu de El Chopo. - A mostra aborda identidade queer e cultura sudanesa, com performances e histórias. - Umar utiliza arte como meio de expressar sentimentos e lutar por aceitação. - Ele destaca a importância de visibilidade e liberdade para a comunidade LGBTQ+ sudanesa.

Ahmed Umar, artista sudanês nascido em 1988, enfrentou a pressão de seguir uma carreira em engenharia, algo esperado em um país onde a homossexualidade é ilegal e severamente punida. Após um semestre na faculdade, ele caiu em depressão e decidiu mudar de rumo, desafiando sua família e as leis locais ao se transferir para a […]

Ahmed Umar, artista sudanês nascido em 1988, enfrentou a pressão de seguir uma carreira em engenharia, algo esperado em um país onde a homossexualidade é ilegal e severamente punida. Após um semestre na faculdade, ele caiu em depressão e decidiu mudar de rumo, desafiando sua família e as leis locais ao se transferir para a escola de arte. Em busca de liberdade, Umar se mudou para a Noruega, onde começou sua trajetória artística do zero. Neste sábado, ele inaugura a exposição “A verdade não é um escândalo” no Museu de El Chopo, em Cidade do México, onde explora sua identidade, religião e experiências como pessoa queer.

Umar destaca que o arte lhe proporcionou uma plataforma para expressar seus sentimentos e sua vontade de mudar o status quo. Ele compartilha sua vivência como um jovem gay em uma sociedade que não o aceitava, afirmando que sua vida parecia estar em declínio. “Sentia que minha vida, em vez de se desenvolver, ia cada vez mais para baixo”, relata. Em Noruega, ele encontrou a liberdade necessária para desenvolver uma proposta artística inovadora, utilizando diversas formas de expressão, como fotografia, vídeo, performance e escultura, para narrar sua experiência e reforçar sua identidade cultural sudanesa.

A exposição apresenta histórias de outros homossexuais sudaneses que lutam por liberdade. Entre as obras, destacam-se fotografias em preto e branco de grande formato, onde Umar aparece em primeiro plano, enquanto pessoas que compartilham suas histórias estão escondidas ao fundo. Um dos relatos é de Mina, um homem de 33 anos que, como aliado LGBT, criou conexões com estudantes da comunidade. Outro é de Sarah Adam, de 27 anos, que sonha em ver um desfile do orgulho em sua cidade. A mostra também inclui vídeos de Umar dançando com roupas tradicionais, expressando sua busca por aceitação e espiritualidade.

Umar fará uma performance no sábado às 14h, onde os espectadores poderão testemunhar sua habilidade artística. A exposição é composta por três instalações, incluindo “Talitin”, uma video-instalação sobre dança nupcial, e “Levando a cara da fealdade”, que aborda a violência contra a comunidade LGBT no Sudão. O artista enfatiza que seu trabalho não é ativismo, mas sim uma forma de expressão pessoal. “O arte me deu a possibilidade de falar sobre meus sentimentos”, conclui.

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