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Fotografia ressurge nas galerias de Nova York com exposições impactantes

- Nova York destaca a fotografia contemporânea após anos de pintura figurativa. - Exposições como "Refracted Times" e "Dark Star" exploram temas de memória. - Dawoud Bey investiga a escravidão em Virginia com obras impactantes. - Paul Mpagi Sepuya questiona a representação social em suas fotografias. - Artistas abordam invisibilidade e conexões sociais em suas obras inovadoras.

Uma série de exposições em Nova York destaca o retorno da fotografia ao centro da cena artística, após um período dominado pela pintura figurativa. A galeria Marian Goodman apresenta “Refracted Times”, de Boris Mikhailov, que explora a Ucrânia, e novas obras de An-My Lê. Em “Dark Star”, Lê exibe vistas do céu noturno sobre Mesa […]

Uma série de exposições em Nova York destaca o retorno da fotografia ao centro da cena artística, após um período dominado pela pintura figurativa. A galeria Marian Goodman apresenta “Refracted Times”, de Boris Mikhailov, que explora a Ucrânia, e novas obras de An-My Lê. Em “Dark Star”, Lê exibe vistas do céu noturno sobre Mesa Verde, no Novo México, com longas exposições que revelam galáxias em um cenário fantasmagórico, reminiscentes das impressões de álbum de Timothy O’Sullivan.

Na Sean Kelly, Dawoud Bey apresenta “Stony the Road”, com quatorze grandes exposições de folhagens densas ao longo da Richmond Slave Trail, em Virgínia. O filme associado, intitulado “350,000”, refere-se ao número de pessoas escravizadas em mercados locais entre 1830 e 1860. Essa nova investigação fotográfica de Bey continua a revelar significados ocultos na paisagem, seguindo sua série anterior “Night Coming Tenderly, Black”.

Larry Clark, na Ruttowski, exibe retratos de skatistas de Nova York, capturando a complexidade social desses jovens. Em “TRANCE”, Paul Mpagi Sepuya explora a dinâmica social através de semi-autorretratos e o uso de espelhos, ampliando suas reflexões sobre representação. A obra de Roe Ethridge, “Shore Front Parkway”, questiona os limites da fotografia, mesclando imagens reais e idealizadas em um cenário de Rockaway Beach.

Shannon Ebner, em “The Seaweed Synthesizer”, investiga a relação entre som e imagem, apresentando fotografias de LPs na areia e formas concretas que evocam ouvidos. John Divola, na Yancey Richardson, desafia limites em “The Ghost in the Machine”, com imagens de pássaros gerados por IA em edifícios abandonados, contrastando a estética hiper-realista com a crueza do espaço. Essas exposições revelam a complexidade e as contradições intrínsecas à fotografia contemporânea.

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