A trama de “Kasa Branca”, uma das estreias desta semana nos cinemas, narra a história de Dé, um jovem negro da periferia da Chatuba, em Mesquita, que enfrenta a terminalidade da doença de Alzheimer de sua avó, Almerinda. Sem apoio do pai e com dificuldades financeiras, ele se une aos amigos Adrianim e Martins para […]
A trama de “Kasa Branca”, uma das estreias desta semana nos cinemas, narra a história de Dé, um jovem negro da periferia da Chatuba, em Mesquita, que enfrenta a terminalidade da doença de Alzheimer de sua avó, Almerinda. Sem apoio do pai e com dificuldades financeiras, ele se une aos amigos Adrianim e Martins para proporcionar momentos especiais à avó. O diretor Luciano Vidigal destaca que o filme é inspirado em uma história real e reflete sobre a amizade e o impacto do Alzheimer em suas vidas.
O humorista Big Jaum interpreta Dé, enquanto Diego Francisco e Ramon Francisco dão vida a Adrianim e Martins, e Teca Pereira é Almerinda. Vidigal, que também é roteirista, enfatiza a importância de retratar protagonistas jovens, negros e gordos, algo que considera escasso no cinema brasileiro. Ele, que cresceu na comunidade carioca, já havia dirigido projetos coletivos e agora faz sua estreia solo com “Kasa Branca”, que lhe rendeu o prêmio de melhor direção no Festival do Rio de 2024.
O longa também conquistou prêmios em categorias como melhor fotografia e ator coadjuvante, além de ter sido exibido na Mostra de Cinema de São Paulo e no Festival de Brasília. Vidigal escolheu filmar na Baixada Fluminense após recomendações e se encantou com a região, defendendo que o cinema carioca deve explorar mais essas narrativas. Sua conexão com a arte começou na infância, acompanhando sua mãe, que trabalhava como empregada doméstica.
Luciano, que participou da pesquisa de elenco em “Cidade de Deus”, considera essa experiência e o grupo Nós do Morro como suas principais escolas de cinema. Ele vê “Kasa Branca” como um filme que humaniza a experiência da população negra e da favela, ressaltando que o afeto é uma forma de resistência e revolução. O diretor acredita que seu trabalho é um cinema feito pelo povo e para o povo, buscando sempre agregar e contar novas histórias.
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