Na última sexta-feira, o Museu Van Gogh de Amsterdã anunciou que um retrato considerado perdido, intitulado Elimar (1889), não é, de fato, uma obra de Vincent van Gogh. Essa declaração contraria um extenso relatório de 458 páginas elaborado pela empresa nova-iorquina LMI Group International, que afirmava a autenticidade da pintura. O retrato retrata um pescador […]
Na última sexta-feira, o Museu Van Gogh de Amsterdã anunciou que um retrato considerado perdido, intitulado Elimar (1889), não é, de fato, uma obra de Vincent van Gogh. Essa declaração contraria um extenso relatório de 458 páginas elaborado pela empresa nova-iorquina LMI Group International, que afirmava a autenticidade da pintura. O retrato retrata um pescador com um chapéu redondo e um cachimbo, concentrado em consertar sua rede à beira-mar.
O LMI Group, que adquiriu a obra em 2019 de um colecionador anônimo por uma quantia não divulgada, investiu mais de R$ 30 mil na investigação do quadro. A empresa reuniu uma equipe de cerca de 20 especialistas, incluindo químicos e curadores, para avaliar a pintura, que supostamente foi criada enquanto Van Gogh estava no sanatório psiquiátrico de Saint-Paul em Saint-Rémy-de-Provence, França, entre maio de 1889 e maio de 1890.
Em sua declaração, o LMI Group expressou perplexidade com a decisão do museu, que, segundo eles, teria investido menos de um dia de trabalho para rejeitar suas conclusões sem uma análise direta da obra. O museu, conhecido por seu rigoroso processo de autenticação, rejeita cerca de 99% dos pedidos de atribuição, considerando apenas cerca de 40 solicitações por ano que tenham aprovação prévia de galerias ou profissionais de arte.
O LMI Group ofereceu-se para conectar o museu com os especialistas que contribuíram para o relatório e sugeriu levar a pintura a Amsterdã para um estudo mais aprofundado. Até o momento, o Museu Van Gogh não se pronunciou sobre o assunto.
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