Os blocos de carnaval em São Paulo já estão em plena atividade, mesmo com o pré-carnaval oficialmente começando apenas no último final de semana de fevereiro. Desde meados de janeiro, ensaios abertos e festas pagas têm tomado as ruas e casas noturnas da capital. Bruno Ferrari, diretor do bloco Confraria do Pasmado, destaca que a […]
Os blocos de carnaval em São Paulo já estão em plena atividade, mesmo com o pré-carnaval oficialmente começando apenas no último final de semana de fevereiro. Desde meados de janeiro, ensaios abertos e festas pagas têm tomado as ruas e casas noturnas da capital. Bruno Ferrari, diretor do bloco Confraria do Pasmado, destaca que a antecipação das festividades se tornou uma tradição, ajudando a financiar a estrutura dos desfiles.
O bloco Ritaleena, que celebra dez anos de homenagem à cantora Rita Lee, também realiza eventos em casas noturnas. Alessa, co-fundadora do bloco, ressalta a importância das festas para criar o espírito carnavalesco e conectar os foliões. As festas pagas geram uma fonte de renda, embora não cubram todos os custos, especialmente em um cenário onde a busca por patrocinadores é adiada pela espera de editais de fomento da prefeitura.
Mariana Bastos, do bloco Pagu, explica que as festas ajudam a pagar músicos e outras despesas, mas a arrecadação é incerta. Ela defende a necessidade de um subsídio da prefeitura, além do edital de R$ 25 mil, para garantir a continuidade dos blocos. As casas noturnas são essenciais, pois atraem um público diversificado e oferecem uma experiência diferente dos desfiles.
Pedro Keiner, do bloco Filhos de Gil, menciona que as festas em casas noturnas foram uma estratégia para destacar o bloco. Emerson Boy, do trio Jegue Elétrico, aponta que a realidade é desafiadora para blocos menores, que dependem de vendas de produtos para se manter. Apesar das dificuldades financeiras, ele reafirma seu amor pelo carnaval, afirmando que são os blocos que realmente fazem a festa.
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