Uma intensa chuva atingiu a Avenida Visconde de Niterói, na Mangueira, mas isso não impediu uma multidão de se reunir para o último ensaio de janeiro da escola de samba. Evelyn Bastos, rainha há 12 anos, desceu o morro de moto táxi e liderou a bateria, acompanhada por uma comitiva de dez pessoas, incluindo sua […]
Uma intensa chuva atingiu a Avenida Visconde de Niterói, na Mangueira, mas isso não impediu uma multidão de se reunir para o último ensaio de janeiro da escola de samba. Evelyn Bastos, rainha há 12 anos, desceu o morro de moto táxi e liderou a bateria, acompanhada por uma comitiva de dez pessoas, incluindo sua mãe, a ex-rainha Valéria Bastos. “Ela organiza tudo, do figurino à locomoção”, afirmou Evelyn, que se prepara para enfrentar os desafios das ruas do Rio.
As rainhas de bateria, como Viviane Araujo, que desfila pelo Salgueiro, e Paolla Oliveira, da Grande Rio, enfrentam obstáculos como poças e bueiros durante os ensaios. Viviane, com 16 anos de experiência, destaca a importância da segurança, enquanto Paolla revela que “é prova do líder passar sem torcer o pé” em meio à agitação. Ambas contam com equipes dedicadas para garantir que tudo ocorra bem.
A evolução dos ensaios de rua reflete a influência das redes sociais, como menciona Sabrina Sato, rainha da Vila Isabel há 15 anos. “Hoje tudo tomou uma proporção tão grande”, diz ela, enfatizando a pressão de estar sempre em evidência. Mesmo em momentos pessoais, como a véspera de seu casamento, Sabrina prioriza os ensaios, buscando a energia do público.
Na Viradouro, a rainha Erika Januza lidera um grupo de 1500 pessoas em ensaios que simulam o desfile. “É uma responsabilidade”, explica Erika, que se preocupa com a imagem e a performance. O designer Filipe Freire destaca a importância de materiais leves e confortáveis para os figurinos, enquanto Mayara Lima, rainha da Paraíso do Tuiuti, compartilha sua técnica para sambar na chuva, mostrando que a preparação e a experiência são fundamentais para o sucesso no carnaval.
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