A nova novela da Max no Brasil, Beleza Fatal, escrita por Raphael Montes e protagonizada por Camila Queiroz e Camila Pitanga, intensificou o debate sobre a competição entre streaming e televisão aberta. As plataformas de streaming, como a Netflix, têm investido fortemente em produções de novelas, elevando a qualidade a níveis comparáveis aos sucessos da […]
A nova novela da Max no Brasil, Beleza Fatal, escrita por Raphael Montes e protagonizada por Camila Queiroz e Camila Pitanga, intensificou o debate sobre a competição entre streaming e televisão aberta. As plataformas de streaming, como a Netflix, têm investido fortemente em produções de novelas, elevando a qualidade a níveis comparáveis aos sucessos da TV Globo. Essa mudança foi destacada em uma reportagem do jornal espanhol El País, que analisa as diferenças entre as duas abordagens.
As novelas exibidas na TV aberta são filmadas quase em tempo real, permitindo que os roteiristas ajustem os enredos com base na reação do público. Em contrapartida, as produções de streaming não têm essa flexibilidade, o que gera um desafio adicional para os roteiristas da televisão. Além disso, a distribuição de conteúdo nas plataformas ocorre de forma simultânea, enquanto as novelas tradicionais percorrem um caminho mais longo até serem vistas globalmente.
O El País também menciona a queda na audiência da Globo, que enfrenta um cenário competitivo com o crescimento das produções turcas e asiáticas, conhecidas como doramas. Essa combinação de fatores está transformando o panorama da emissora, que, após 60 anos como líder na produção de novelas, agora lida com frustrações em relação aos últimos lançamentos.
A Globo tem recorrido a remakes de novelas clássicas, buscando apelar à memória emocional dos telespectadores, especialmente aqueles que se lembram dos tempos em que a família se reunia para assistir à programação após o jantar. Essa estratégia reflete a necessidade da emissora de se reinventar em um mercado em rápida evolução.
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