O cantor, pianista e compositor Sérgio Mendes foi homenageado na edição de 2025 do Grammy, durante o segmento dedicado aos artistas falecidos no ano anterior. Mendes, que faleceu em setembro de 2024, aos 83 anos, em Los Angeles, teve sua trajetória musical reconhecida, assim como a de Quincy Jones, que também recebeu um tributo especial […]
O cantor, pianista e compositor Sérgio Mendes foi homenageado na edição de 2025 do Grammy, durante o segmento dedicado aos artistas falecidos no ano anterior. Mendes, que faleceu em setembro de 2024, aos 83 anos, em Los Angeles, teve sua trajetória musical reconhecida, assim como a de Quincy Jones, que também recebeu um tributo especial na cerimônia.
A carreira de Sérgio Mendes está intimamente ligada à bossa nova, ao samba-rock e à música popular brasileira. Nos anos 1950, ele se uniu a ícones como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Baden Powell, contribuindo para a definição do gênero. Seu maior êxito, Mas Que Nada, de Jorge Ben Jor, se tornou um dos símbolos da música brasileira no exterior, especialmente após sua interpretação nos anos 1960.
Mendes residia em Los Angeles há 60 anos, ao lado de sua esposa, Gracinha Leporace, com quem compartilhou 50 anos de casamento. Sua mudança para os Estados Unidos ocorreu após uma turnê com Frank Sinatra e o início da ditadura militar no Brasil. Um dos álbuns mais significativos de sua carreira internacional foi com a banda Brasil ’66, que incluiu uma versão de The Fool On The Hill, elogiada por Paul McCartney.
Em uma entrevista à VEJA em 2021, Mendes recordou a mensagem que recebeu de McCartney, que afirmou que sua versão da canção era sua preferida. Mendes explicou que adaptou a música para um arranjo de samba, criando algo inovador para a época. Ele destacou a experiência como uma das mais memoráveis de sua carreira, ressaltando a força da melodia que permanece na memória.
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