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Ex-cortiço do século XIX se transforma em lar e palco da companhia Dos à deux no Rio

- A companhia de teatro visual Dos à Deux foi fundada na França por André Curti e Artur Luanda Ribeiro. - Em 2012, a dupla comprou um cortiço de 50 quartos no Rio de Janeiro, reformando-o. - O espetáculo "Enquanto você voava, eu criava raízes" está em cartaz até 23 de fevereiro. - Eles promovem um projeto de crossfunding para batizar poltronas com nomes de amigos. - A sede da companhia é um espaço criativo que integra arte e história, refletindo suas experiências.

A casa de 1846, localizada no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, é a sede da companhia de teatro visual Dos à Deux, fundada por André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Os dois artistas, que viveram por mais de 20 anos na França, adquiriram o antigo cortiço em 2012 e realizaram uma reforma completa, […]

A casa de 1846, localizada no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, é a sede da companhia de teatro visual Dos à Deux, fundada por André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Os dois artistas, que viveram por mais de 20 anos na França, adquiriram o antigo cortiço em 2012 e realizaram uma reforma completa, transformando o espaço de 600 metros quadrados em um laboratório de espetáculos, ensaios e hospedagem artística.

O ambiente, que possui um pé-direito de 16 metros, foi projetado para integrar os andares e expor os tijolos originais descobertos durante a reforma. O palco da companhia é onde eles criaram o espetáculo “Enquanto você voava, eu criava raízes”, que está em cartaz até 23 de fevereiro no Teatro Adolpho Bloch. A peça já rendeu à dupla três prêmios da APTR e um Shell, destacando-se pela exploração da gravidade.

Na entrada, poltronas de jacarandá, adquiridas de um cinema desativado, foram doadas por amigos em um projeto de crossfunding, com plaquinhas que homenageiam colaboradores como Camila Pitanga e Laila Garin. O espaço também preserva quartos do antigo cortiço e um jardim-de-inverno, refletindo a história do local.

A decoração da casa é composta por itens garimpados, como um paneleiro e uma geladeira dos anos 1950, que pertenciam à avó de André. Artur destaca que a construção do espaço é semelhante a uma “colcha de retalhos”, refletindo a colaboração e a criatividade que permeiam tanto a vida pessoal quanto as criações artísticas da dupla.

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