A 16ª edição da India Art Fair, realizada em Nova Délhi, limitou o número de convites para o preview ultra-VIP, buscando evitar a superlotação do ano anterior. No entanto, a tenda ficou cheia logo após o término do evento, demonstrando um otimismo crescente no mercado de arte indiano. O céu azul claro foi visto como […]
A 16ª edição da India Art Fair, realizada em Nova Délhi, limitou o número de convites para o preview ultra-VIP, buscando evitar a superlotação do ano anterior. No entanto, a tenda ficou cheia logo após o término do evento, demonstrando um otimismo crescente no mercado de arte indiano. O céu azul claro foi visto como um bom presságio para os negócios, enquanto a feira reafirmou suas ambições ao anunciar planos de expansão para Mumbai, que foram posteriormente cancelados devido ao sucesso da Art Mumbai.
Scott Gray, CEO da empresa-mãe da IAF, destacou que o foco está em fortalecer a base de colecionadores na Índia. A estratégia inclui a realização de eventos em diversas cidades, com planos para uma nova feira em Hyderabad após esta edição. A presença de galerias internacionais renomadas, como David Zwirner e Lisson Gallery, trouxe energia ao evento, com vendas significativas no primeiro dia, incluindo obras de artistas como Portia Zvavahera e Huma Bhabha.
Kiran Nadar, uma das principais colecionadoras da Índia, foi vista comprando obras de ambas as galerias internacionais e apoiando artistas locais. Nadar, que planeja expandir seu museu privado, afirmou que o retorno de grandes galerias é um sinal do crescimento acelerado do mercado de arte indiano. O foco em artistas contemporâneos e emergentes tem atraído novos colecionadores, enquanto galerias como a Vadehra venderam 90% de suas obras no primeiro dia, refletindo a evolução dos gostos dos colecionadores.
A feira também introduziu uma seção de design, que foi bem recebida no ano anterior, com um total de 11 estúdios focados em práticas inspiradas na tradição artesanal indiana. O Carpenters Workshop Gallery trouxe peças de destaque, como o Self Portrait Clock de Maarten Baas, vendido por 500 mil dólares. O crescente interesse por arte contemporânea indiana, tanto local quanto internacional, tem impulsionado o mercado, com colecionadores buscando diversificar suas coleções.
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