Historiadores da arte fizeram uma descoberta notável ao estudar uma obra de Pablo Picasso: um retrato de uma mulher, até então desconhecido, estava oculto sob a superfície de uma pintura. A obra original, criada em 1901, retratava uma mulher misteriosa, mas foi coberta por Picasso quando ele decidiu pintar seu amigo escultor Mateu Fernández de […]
Historiadores da arte fizeram uma descoberta notável ao estudar uma obra de Pablo Picasso: um retrato de uma mulher, até então desconhecido, estava oculto sob a superfície de uma pintura. A obra original, criada em 1901, retratava uma mulher misteriosa, mas foi coberta por Picasso quando ele decidiu pintar seu amigo escultor Mateu Fernández de Soto. A revelação do contorno do retrato ocorreu no Courtauld Institute of Art, em Londres, utilizando técnicas de imagem por infravermelho e raios X.
Barnaby Wright, vice-chefe da Courtauld Gallery, descreveu o processo de revelação como fascinante, com a imagem “literalmente emergindo diante de nossos olhos, peça por peça”. Os especialistas suspeitavam que algo estivesse escondido, pois as pinceladas visíveis não correspondiam à pintura final. A identidade da mulher permanece um mistério, mas seu penteado chignon sugere que ela pode ser uma das modelos que Picasso retratou na época.
Wright destacou que, apesar de o retrato ter sido coberto, vestígios da imagem ainda são visíveis, como o contorno do olho, orelha e cabelo, criando uma “presença fantasmagórica”. Na época, Picasso, com apenas 19 anos, estava explorando novas formas de retratar seus sujeitos, e ao cobrir o retrato da mulher, ele não apenas alterou o tema, mas também sua técnica, iniciando seu famoso Período Azul.
A pintura “Retrato de Mateu Fernández de Soto” será exibida na Courtauld Gallery, em Londres, de 14 de fevereiro a 26 de maio. Durante o Período Azul, Picasso adotou cores mais sombrias, influenciado pelo suicídio de seu amigo Carlos Casagemas, marcando uma fase significativa em sua carreira artística.
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