Quase 4 mil pessoas assinaram uma carta aberta pedindo que a Christie’s Nova York cancele sua próxima venda dedicada exclusivamente a obras de arte criadas com inteligência artificial (IA). Este leilão, que ocorrerá entre 20 de fevereiro e 5 de março, é o primeiro do tipo em uma casa de leilões de grande porte e […]
Quase 4 mil pessoas assinaram uma carta aberta pedindo que a Christie’s Nova York cancele sua próxima venda dedicada exclusivamente a obras de arte criadas com inteligência artificial (IA). Este leilão, que ocorrerá entre 20 de fevereiro e 5 de março, é o primeiro do tipo em uma casa de leilões de grande porte e espera arrecadar mais de R$ 600 mil. A carta, que começou a circular no sábado após o anúncio do leilão, critica o uso de programas de IA que, segundo os signatários, foram treinados com obras protegidas por direitos autorais sem autorização dos artistas.
Os artistas envolvidos na venda incluem nomes como Refik Anadol e Holly Herndon, com obras que abrangem cinco décadas e incluem NFTs e outras formas de arte digital. A carta destaca que muitos dos trabalhos foram criados por modelos de IA que exploram artistas humanos, utilizando suas criações sem permissão ou compensação financeira. “Esses modelos… recompensam e incentivam o roubo em massa do trabalho dos artistas”, afirma o documento.
Em resposta, a Christie’s defendeu que os artistas representados possuem práticas artísticas multidisciplinares reconhecidas e que a IA é utilizada para enriquecer suas obras. A vice-presidente da Christie’s, Nicole Sales Giles, afirmou que a venda demonstra como a IA pode potencializar a criatividade humana e não substituí-la. Um dos destaques do leilão será uma obra de Alexander Reuben, onde um robô pintará ao vivo durante o evento.
A controvérsia em torno da IA na arte levanta questões sobre direitos autorais e uso justo, especialmente à medida que a tecnologia avança. O Escritório de Direitos Autorais dos EUA decidiu que artistas podem registrar obras criadas com ferramentas de IA, mas que material gerado exclusivamente por IA não é elegível para proteção. A discussão continua, com artistas e críticos divididos sobre o impacto da IA na indústria artística.
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