Cacá Diegues, um dos principais nomes do Cinema Novo, recebeu homenagens em festivais renomados, como Cannes, e integra a Academia de Hollywood. Em entrevistas à VEJA, ele compartilhou suas visões sobre a evolução do cinema brasileiro e suas experiências pessoais. Para Diegues, a diversidade é a grande novidade do cinema nacional, que agora abrange múltiplos […]
Cacá Diegues, um dos principais nomes do Cinema Novo, recebeu homenagens em festivais renomados, como Cannes, e integra a Academia de Hollywood. Em entrevistas à VEJA, ele compartilhou suas visões sobre a evolução do cinema brasileiro e suas experiências pessoais. Para Diegues, a diversidade é a grande novidade do cinema nacional, que agora abrange múltiplos gêneros e expressões, refletindo a pluralidade do Brasil.
Em uma de suas falas, ele destacou a importância de seu último filme, que surgiu como uma resposta aos anos de governo de Jair Bolsonaro. “Fiz esse filme pela necessidade de expurgar os anos Bolsonaro”, afirmou, ressaltando que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, o cinema brasileiro se manteve resiliente. Diegues também comentou sobre a relevância de festivais como Cannes e o Oscar, enfatizando que a qualidade de um filme é determinada pelo público, e não apenas por seleções em premiações.
O cineasta expressou sua preocupação com a polarização política no Brasil, afirmando que o patrulhamento ideológico está presente nos centros de poder, dificultando o desenvolvimento do país. Ele acredita que a política atual é marcada por disputas que prejudicam o progresso. Além disso, Diegues compartilhou um momento pessoal doloroso, mencionando a perda de sua esposa, Flora, que impactou profundamente sua vida e seu trabalho no cinema. “Foi um sofrimento que não dá para medir”, disse ele, refletindo sobre a influência que ela teve em sua trajetória.
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