O diretor sul-coreano Bong Joon-ho, conhecido pelo aclamado filme “Parasita”, apresentou neste sábado (15) na Berlinale sua nova comédia “Mickey 17”. A produção, que critica satiricamente as ambições de bilionários como Elon Musk, foi exibida fora de competição após sua estreia mundial em Londres, no dia 14 de fevereiro. O filme chegará aos cinemas brasileiros […]
O diretor sul-coreano Bong Joon-ho, conhecido pelo aclamado filme “Parasita”, apresentou neste sábado (15) na Berlinale sua nova comédia “Mickey 17”. A produção, que critica satiricamente as ambições de bilionários como Elon Musk, foi exibida fora de competição após sua estreia mundial em Londres, no dia 14 de fevereiro. O filme chegará aos cinemas brasileiros em 5 de março.
A trama se passa em um futuro que poderia ser contemporâneo ou até mesmo do passado, segundo Bong. Robert Pattinson, famoso por seu papel em “Crepúsculo”, interpreta Mickey, um jovem sem recursos que se torna cobaia em uma missão espacial para colonizar outra galáxia. Mark Ruffalo, conhecido por “Vingadores”, faz o papel de um bilionário que lidera a expedição, com referências claras a figuras do setor tecnológico e ao trumpismo.
Durante a coletiva, Bong Joon-ho destacou que a narrativa aborda questões políticas, refletindo sobre o tratamento humano. Ele descreveu o filme como uma ficção científica que retrata “perdedores ridículos” em vez de uma grande aventura espacial. O diretor enfatizou que as experiências de Mickey e sua posição na hierarquia social da nave são centrais para a crítica social da obra.
Após a exibição, o filme recebeu uma recepção calorosa do público, com aplausos que duraram mais de um minuto. Na conversa que se seguiu, Bong expressou seu fascínio pela clonagem, um dos temas centrais do filme, mencionando a ideia de “imprimir” mais versões de Robert Pattinson, ressaltando o tom leve e divertido da produção.
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