O ator, vencedor do Oscar em 2003 por sua atuação em O Pianista, está novamente na disputa pela estatueta com O Brutalista, onde interpreta um judeu perseguido pelo nazismo. Em entrevista, ele destacou a importância de contar histórias que honram aqueles que sofreram com a intolerância e o racismo, afirmando que “são temas sobre os […]
O ator, vencedor do Oscar em 2003 por sua atuação em O Pianista, está novamente na disputa pela estatueta com O Brutalista, onde interpreta um judeu perseguido pelo nazismo. Em entrevista, ele destacou a importância de contar histórias que honram aqueles que sofreram com a intolerância e o racismo, afirmando que “são temas sobre os quais vale a pena falar no trabalho artístico”. Sua conexão pessoal com esses papéis é evidente, já que é filho de uma imigrante húngara, refletindo sobre a trajetória de sua família e os traumas que enfrentaram.
O ator mencionou que incorporou características de seu avô em seu personagem, como a forma de falar e expressões em húngaro. Ele também trouxe a perspectiva artística de sua mãe, a fotógrafa Sylvia Plachy, para o papel de um arquiteto em O Brutalista. O diretor Brady Corbet foi receptivo a essas influências, permitindo que o ator honrasse sua família e a resiliência dos imigrantes, enfatizando a importância de tratar essas pessoas com igualdade.
Sobre a atual situação dos imigrantes nos Estados Unidos, o ator expressou sua tristeza em relação ao tratamento dado por Donald Trump, afirmando que “quase tudo que vejo nos noticiários hoje em dia me deixa triste”. Ele tenta manter uma visão otimista, mas reconhece que os tempos são difíceis. O ator revelou que não gosta de assistir a O Pianista atualmente, pois o filme o confronta com a profundidade do horror do mundo, uma experiência que mudou sua perspectiva de vida.
A entrevista foi publicada na revista VEJA em 21 de fevereiro de 2025, na edição nº 2932.
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