O sucesso do filme “Ainda estou aqui”, que concorre ao Oscar, trouxe novos holofotes para os bustos de Rubens Paiva, localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro. No último domingo (16), o bloco Tô no Oscar, Tio Paulo desfilou na Tijuca, homenageando a atriz Fernanda Torres, protagonista da obra, e encerrou seu cortejo em […]
O sucesso do filme “Ainda estou aqui”, que concorre ao Oscar, trouxe novos holofotes para os bustos de Rubens Paiva, localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro. No último domingo (16), o bloco Tô no Oscar, Tio Paulo desfilou na Tijuca, homenageando a atriz Fernanda Torres, protagonista da obra, e encerrou seu cortejo em frente ao monumento na Praça Lamartine Babo, onde Paiva foi torturado e assassinado durante a ditadura militar.
Durante o evento, músicos e foliões entoaram a canção “Cálice”, de Chico Buarque e Milton Nascimento. A engenheira ambiental Vivian Vivarini destacou a importância do momento, afirmando que tocar em frente à estátua é emblemático, especialmente com a história de Paiva sendo divulgada internacionalmente. Desde o lançamento do filme, a praça tem atraído visitantes que fazem selfies ao lado dos bustos, como a comunicadora Brena Spinosa, que reconheceu a importância do monumento após o filme e as manifestações recentes.
O busto de Rubens Paiva, instalado em frente ao 1º Batalhão da Polícia do Exército, completou dez anos em 2023, resultado de uma parceria entre a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ). O presidente da Fisenge, Roberto Freire, afirmou que a homenagem visa preservar a memória de Paiva e da democracia, além de lembrar os horrores da ditadura militar.
Para celebrar a década da homenagem, a Fisenge e o Senge-RJ planejam uma série de eventos, incluindo “Ocupa Rubens Paiva: Tortura Nunca Mais”, programado para 27 de março na Praça Lamartine Babo. O evento terá caráter político-cultural, com o objetivo de denunciar as violências do Estado e clamar por justiça para as vítimas da ditadura, contando com a participação de movimentos sociais e organizações como o Grupo Tortura Nunca Mais e o MST. O filme, baseado na obra de Marcelo Rubens Paiva, retrata a luta de sua mãe, Eunice Paiva, para encontrar seu marido após seu desaparecimento.
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