O filme brasileiro “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou neste sábado (22) o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim, um dos prêmios mais prestigiados do evento. Além disso, a produção já havia sido laureada com o prêmio de melhor filme pelo júri ecumênico e pelo júri de leitores do jornal […]
O filme brasileiro “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou neste sábado (22) o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim, um dos prêmios mais prestigiados do evento. Além disso, a produção já havia sido laureada com o prêmio de melhor filme pelo júri ecumênico e pelo júri de leitores do jornal Berliner Morgenpost. A cerimônia contou com a presença de parte do elenco, incluindo Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, que celebraram o reconhecimento internacional.
A trama do longa se passa em um Brasil distópico, onde Tereza, uma mulher de 77 anos, enfrenta a transferência compulsória para uma colônia de idosos. Em vez de aceitar seu destino, ela embarca em uma jornada pelos rios da Amazônia para realizar seu último desejo. O filme foi amplamente aplaudido durante sua estreia na Berlinale, destacando-se pela abordagem de temas como envelhecimento e liberdade.
Gabriel Mascaro expressou sua emoção ao receber os prêmios, ressaltando a importância da diversidade e da arte no cinema. Ele destacou que o filme fala sobre o direito de sonhar e a busca por significado na vida, especialmente em tempos desafiadores. A produção, que tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em 2025, é uma coprodução entre Brasil, México, Chile e Países Baixos.
Com essa vitória, “O Último Azul” se torna o primeiro filme brasileiro a competir pelo Urso de Ouro desde 2020. O Brasil já venceu o prêmio máximo em duas ocasiões, com “Central do Brasil” e “Tropa de Elite”. A obra de Mascaro, que já foi aclamada em festivais anteriores, reafirma a força do cinema brasileiro no cenário internacional.
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