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Peças do Cais do Valongo são exibidas em museu de Washington para contar a história da liberdade negra

- Peças do Cais do Valongo estão em exposição em Washington DC por seis meses. - A mostra "In Slavery's Wake" aborda a luta pela liberdade negra globalmente. - Exposição segue para o Brasil de 7 de novembro a 1 de março de 2026. - Cais do Valongo recebeu 700 mil africanos escravizados entre 1790 e 1831. - Programa Afro-Connections visa fortalecer políticas públicas sobre patrimônio afrodescendente.

Peças do acervo do Cais do Valongo, um sítio arqueológico reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, estão em exibição no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington DC. Os artefatos, descobertos em 2011 durante escavações do projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, foram cedidos para a exposição In Slavery’s Wake: Making Black […]

Peças do acervo do Cais do Valongo, um sítio arqueológico reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, estão em exibição no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington DC. Os artefatos, descobertos em 2011 durante escavações do projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, foram cedidos para a exposição In Slavery’s Wake: Making Black Freedom in the World. A mostra, que narra a história das comunidades negras e sua luta pela liberdade, ficará em exibição por seis meses nos Estados Unidos.

Após a exibição em Washington, os artefatos retornarão ao Brasil, onde estarão disponíveis de 7 de novembro a 1 de março de 2026, antes de seguir para outros países, como África do Sul, Senegal, Bélgica e Inglaterra. A participação do Brasil na mostra integra o programa Afro-Connections, que visa promover a troca de conhecimentos entre especialistas de diferentes nações, com foco na preservação do patrimônio afrodescendente.

O objetivo do programa é enriquecer as narrativas sobre a resistência negra e sua importância histórica, além de fortalecer políticas públicas que valorizem esse legado no Brasil e nos Estados Unidos. Até 2025, estão previstas atividades de intercâmbio e projetos conjuntos entre instituições dos dois países, ampliando a colaboração em torno da cultura afrodescendente.

O Cais do Valongo, descoberto em 2011, foi um importante ponto de desembarque de africanos escravizados, com estimativas de que cerca de 700 mil pessoas tenham passado por lá entre 1790 e 1831. A escavação arqueológica revelou um terreno de quatro mil metros quadrados, onde foram encontrados centenas de artefatos de matrizes africanas, incluindo colares, búzios, brincos, pulseiras de cobre, cristais, cerâmica e itens de uso ritual.

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