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Academia do Oscar avalia regras sobre uso de inteligência artificial em filmes indicados

- O uso de inteligência artificial em filmes como "Emilia Pérez" e "Duna 2" gera polêmica. - "Um completo desconhecido" usou IA para substituir rostos de dublês por Timothée Chalamet. - "O brutalista" enfrenta críticas por usar IA para aperfeiçoar sotaques e diálogos. - A Academia de Artes e Ciências de Hollywood planeja obrigar relato de uso de IA em 2026. - A tecnologia levanta questões éticas e criativas na indústria cinematográfica atual.

As discussões sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas produções cinematográficas estão em alta, especialmente com os filmes indicados ao Oscar 2025. O musical “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, que concorre em treze categorias, utilizou a tecnologia Respeecher para aprimorar a voz da atriz Karla Sofía Gascón em cenas de canto. Durante o Festival […]

As discussões sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas produções cinematográficas estão em alta, especialmente com os filmes indicados ao Oscar 2025. O musical “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, que concorre em treze categorias, utilizou a tecnologia Respeecher para aprimorar a voz da atriz Karla Sofía Gascón em cenas de canto. Durante o Festival de Cannes, o mixador Cyril Holtz revelou que a ferramenta foi usada para combinar a voz da atriz com a da cantora Camille, coautora da trilha sonora do filme.

Outro exemplo é “Um completo desconhecido”, biografia de Bob Dylan, que também recorreu à IA para substituir o rosto de dublês pelo de Timothée Chalamet em cenas de motocicleta. O porta-voz da Searchlight Pictures afirmou que a tecnologia foi aplicada em três tomadas específicas, sem interferir nas performances dos atores. Além disso, “Duna 2” usou um programa para criar a tonalidade azul dos olhos dos Fremen, enquanto “O brutalista”, que possui dez indicações ao Oscar, também gerou polêmica ao utilizar IA para refinar sotaques húngaros.

O diretor de “O brutalista”, Brady Corbet, defendeu o uso da IA, afirmando que a tecnologia foi aplicada apenas na edição de diálogos em húngaro, sem alterar o inglês falado pelos atores. Ele ressaltou que as performances foram autênticas, resultado de meses de treinamento com uma especialista em dialetos. A produção também não utilizou IA para criar os edifícios do protagonista, que foram desenhados à mão, conforme esclarecido por Corbet e o diretor de fotografia Lol Crawley.

A Academia de Artes e Ciências de Hollywood está considerando tornar obrigatório o relato do uso de IA nas produções cinematográficas. Atualmente, um formulário opcional já existe, mas a intenção é formalizar essa exigência nas regras do Oscar de 2026. A discussão sobre o impacto da IA nas produções continua, com profissionais da indústria ponderando sobre suas implicações na fotografia e na criação artística, destacando a necessidade de adaptação a essa nova tecnologia.

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