Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nigeria assume a responsabilidade pela recuperação dos Bronzes de Benin

- A Nigéria intensifica esforços para repatriar os Bronzes de Benin, artefatos saqueados. - A Comissão Nacional de Museus e Monumentos (NCMM) agora gerencia a recuperação. - O Oba de Benin, antes designado guardião, não possui infraestrutura adequada. - Negociações com instituições, como a Universidade de Cambridge, foram retomadas. - A missão envolve dignidade cultural e reparação histórica, além da logística.

A Nigéria intensificou seus esforços para repatriar os Bronzes de Benin, artefatos valiosos da história africana, agora sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Museus e Monumentos (NCMM). Essa mudança ocorre após um decreto presidencial de 2023 que atribuía ao Oba de Benin, líder tradicional do povo Edo, a propriedade e custódia das peças. A […]

A Nigéria intensificou seus esforços para repatriar os Bronzes de Benin, artefatos valiosos da história africana, agora sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Museus e Monumentos (NCMM). Essa mudança ocorre após um decreto presidencial de 2023 que atribuía ao Oba de Benin, líder tradicional do povo Edo, a propriedade e custódia das peças. A decisão foi motivada pela falta de infraestrutura do Palácio Real de Benin para abrigar adequadamente os bronzes, que foram saqueados por soldados britânicos em mil oitocentos e noventa e sete.

Os bronzes estão dispersos em instituições europeias, com alguns museus já devolvendo suas coleções. No entanto, a Universidade de Cambridge enfrentou atrasos nas devoluções devido ao decreto que complicou acordos com instituições que esperavam supervisão estatal. Olugbile Holloway, chefe da NCMM, afirmou que a situação foi esclarecida: “O Oba deu à NCMM a bênção para exibir, conservar e buscar a reparação desses objetos. Portanto, não há mais ambiguidade.”

A NCMM continuará a trabalhar na repatriação dos artefatos e apoiará a criação do Museu Real de Benin, que será seu lar definitivo. Holloway destacou que a missão vai além da logística: “O retorno desses objetos não é apenas sobre exibi-los no museu ou cuidar deles. É sobre a dignidade do nosso povo e desfazer a injustiça de mil oitocentos e noventa e sete.” As negociações com Cambridge estão em andamento, mas a questão central persiste: como reconciliar a propriedade histórica com a custódia moderna de forma que atenda a todos os envolvidos.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais