A Fundação Bienal de São Paulo revelou o título e conceito da participação brasileira na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que ocorrerá de 10 de maio a 23 de novembro de 2025. Com o título “(Re)Invenção”, o projeto será curado pela arquiteta Luciana Saboia e pelos arquitetos Matheus Seco e Eder Alencar, do grupo […]
A Fundação Bienal de São Paulo revelou o título e conceito da participação brasileira na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que ocorrerá de 10 de maio a 23 de novembro de 2025. Com o título “(Re)Invenção”, o projeto será curado pela arquiteta Luciana Saboia e pelos arquitetos Matheus Seco e Eder Alencar, do grupo Plano Coletivo. O projeto se baseia em recentes descobertas arqueológicas de infraestruturas ancestrais na Amazônia.
A exposição será dividida em dois atos. O primeiro destaca como, há mais de 10 mil anos, os povos indígenas moldaram as paisagens ao seu redor. O segundo ato foca no Brasil contemporâneo, explorando as interações entre arquitetura e infraestrutura, além das possibilidades de ressignificação urbana por meio de pesquisas e práticas arquitetônicas.
O projeto brasileiro se alinha ao tema geral da Bienal, “Intelligens. Natural. Artificial. Collective”, proposto pelo curador italiano Carlo Ratti, que busca refletir sobre as conexões entre inteligência natural e artificial. Na última edição, os arquitetos Gabriela de Matos e Paulo Tavares conquistaram o Leão de Ouro com o projeto “Terra”, marcando a primeira vez que um projeto brasileiro recebeu tal prêmio.
Em 2016, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha foi agraciado com o Leão de Ouro, mas por sua obra como um todo. A participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza promete trazer uma reflexão profunda sobre a relação entre passado e presente na arquitetura, destacando a importância das raízes culturais na construção do futuro.
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