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Estrela do Terceiro Milênio brilha com enredo contra preconceito no Carnaval de São Paulo

- A escola Estrela do Terceiro Milênio voltou à elite do Carnaval de São Paulo. - O enredo "Muito Além do Arco-Íris" denuncia a discriminação LGBTQIAPN+. - Alegoria sobre eletrochoques relembra práticas violentas do século 20. - Drag queen Danny Cowlt emocionou-se ao representar essa parte da história. - Bateria homenageou Milton Cunha com 230 integrantes vestidos como ele.

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A escola de samba Estrela do Terceiro Milênio será a sexta a se apresentar no segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, no sábado, 1º de fevereiro de 2024. O desfile, que começará às 3h55, marca o retorno da escola à elite do carnaval. O enredo deste ano, intitulado “Muito Além […]

A escola de samba Estrela do Terceiro Milênio será a sexta a se apresentar no segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, no sábado, 1º de fevereiro de 2024. O desfile, que começará às 3h55, marca o retorno da escola à elite do carnaval. O enredo deste ano, intitulado “Muito Além do Arco-Íris – Tire o Preconceito do Caminho que Nós Vamos Passar com Amor”, visa alertar sobre o preconceito enfrentado pela comunidade LGBTQIAPN+, destacando momentos de discriminação histórica e atual.

Durante a apresentação, uma das alegorias fez referência ao uso de eletrochoque como tentativa de “cura” da homossexualidade, uma prática que foi registrada no Brasil ao longo do século 20. A drag queen Danny Cowlt, que performou na alegoria chamada “Eletrochoque”, expressou sua emoção ao representar uma parte dolorosa da história da comunidade. Vale lembrar que a homossexualidade foi considerada uma doença no Brasil até 1985, e a Organização Mundial da Saúde só a retirou da lista de doenças cinco anos depois.

A apresentação da Estrela do Terceiro Milênio foi marcada por uma forte mensagem de resistência e amor, com letras que clamam por respeito e aceitação. Um dos destaques do desfile foi a homenagem ao apresentador Milton Cunha, que inspirou as fantasias da bateria, composta por 230 “Milton Cunhas”. A escola trouxe à avenida um manifesto contra o preconceito, celebrando a diversidade e a liberdade de amar.

O desfile não apenas reafirma a posição da Estrela do Terceiro Milênio na elite do carnaval, mas também serve como um importante lembrete sobre a luta contínua contra a discriminação. A performance foi uma celebração vibrante da cultura e da arte, destacando a importância de respeitar todas as formas de amor e identidade.

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