Neste sábado, 1º de fevereiro de 2024, o Zé Pereira do Lacaios, o bloco carnavalesco mais antigo em atividade do Brasil, desfila pelas ladeiras de Ouro Preto, Minas Gerais. Fundado em 1867, o grupo tem um cortejo adicional programado para a terça-feira, 4 de fevereiro. Com aproximadamente 100 foliões, o bloco é conhecido por seus […]
Neste sábado, 1º de fevereiro de 2024, o Zé Pereira do Lacaios, o bloco carnavalesco mais antigo em atividade do Brasil, desfila pelas ladeiras de Ouro Preto, Minas Gerais. Fundado em 1867, o grupo tem um cortejo adicional programado para a terça-feira, 4 de fevereiro. Com aproximadamente 100 foliões, o bloco é conhecido por seus personagens icônicos: Catitão, Baiana e Benedito.
O desfile tem início na Rua Santa Efigênia, em frente à sede do bloco, no bairro Antônio Dias, passando pelo Largo de Marília e pelas ruas Bernardo Vasconcelos e Cláudio Manoel, até a Praça Tiradentes. O percurso, que dura cerca de uma hora e 30 minutos, é feito em dois sentidos. O presidente do bloco, Arthur Ramos Carneiro, destaca a importância cultural do evento e a tradição que ele representa.
Os personagens do bloco têm significados históricos: Catitão, com seu bigode característico, representa um homem português, enquanto Baiana, vestida com turbante e uma cesta de frutas e flores, simboliza a cultura afro-brasileira. Benedito, por sua vez, é o lacaio que completa o trio. Historicamente, os lacaios eram assessores de políticos, refletindo uma parte da sociedade da época.
O personagem Zé Pereira, que dá nome ao bloco, foi criado no Rio de Janeiro por José Nogueira de Azevedo Paredes, que costumava celebrar o Carnaval com amigos em festas regadas a vinho e cachaça. O bloco, que se originou do Clube dos Lacaios, é uma manifestação cultural que preserva tradições e costumes da antiga Província de Minas Gerais, utilizando bonecos feitos de gesso, papel machê e taquara, vestidos de fraque e cartola.
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