Em 2024, os gastos dos estados brasileiros com Cultura representaram apenas 0,54% do total, conforme levantamento do UOL. No total, foram investidos R$ 6,5 bilhões em secretarias, fundações e fundos culturais. São Paulo liderou os gastos, com R$ 1,2 bilhão, enquanto o Acre destacou-se proporcionalmente, com 7,92% do total, embora seus gastos sejam conjuntos com […]
Em 2024, os gastos dos estados brasileiros com Cultura representaram apenas 0,54% do total, conforme levantamento do UOL. No total, foram investidos R$ 6,5 bilhões em secretarias, fundações e fundos culturais. São Paulo liderou os gastos, com R$ 1,2 bilhão, enquanto o Acre destacou-se proporcionalmente, com 7,92% do total, embora seus gastos sejam conjuntos com Educação. Os dados revelam que as despesas totais de 24 estados e do Distrito Federal somaram R$ 1,2 trilhão.
Os investimentos em Cultura têm crescido lentamente; em 2020, a proporção era de 0,34%. Estados como Roraima e Rio Grande do Norte foram os que menos destinaram recursos, com 0,11% e gastos de R$ 79 milhões e R$ 21,5 milhões, respectivamente. Treze estados e o DF possuem fundos específicos para fomentar a Cultura, enquanto Santa Catarina conta com a Fundação Catarinense de Cultura, que teve despesas de R$ 79,4 milhões em 2024.
Carlos Augusto Machado Calil, ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo, enfatiza a importância dos espaços culturais na formação de jovens artistas, afirmando que eles são essenciais para a educação do olhar e a aproximação com a cultura. Ele acredita que o filme “Ainda Estou Aqui” pode inspirar um aumento na busca por cursos culturais, similar ao fenômeno observado com o skate nas Olimpíadas de Tóquio, que atraiu novos alunos para as escolas de skate.
Fernando Sousa, ex-integrante do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, defende que os estados devem investir mais na formação de jovens no setor audiovisual. Ele sugere que, com investimentos públicos, os estados podem criar um ecossistema mais robusto para a produção cinematográfica. Sousa também destaca a necessidade de requalificação de salas de cinema e teatros, além de um maior protagonismo dos estados na solicitação de recursos federais para o setor.
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