O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, comemora os 50 anos de sua fundação no carnaval de 2025 com o tema “Kenya: Berço da Humanidade”. A festividade teve início neste sábado (1º), com a tradicional cerimônia de saída do bloco no Curuzu, seguindo em direção ao Circuito Osmar, no Campo Grande, em Salvador. O […]
O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, comemora os 50 anos de sua fundação no carnaval de 2025 com o tema “Kenya: Berço da Humanidade”. A festividade teve início neste sábado (1º), com a tradicional cerimônia de saída do bloco no Curuzu, seguindo em direção ao Circuito Osmar, no Campo Grande, em Salvador. O ritual, que abre caminhos e abençoa o Ilê Aiyê, é conduzido pela ialorixá do Terreiro Ilê Axé Jitolu, Hildelice Benta dos Santos.
Durante a cerimônia, os sons dos atabaques e tambores se entrelaçam com cânticos de exaltação à ancestralidade e aos orixás, enquanto o bloco sobe a ladeira. Elementos como bacias de milho, pipoca, pó de pemba e pombas brancas são utilizados para invocar boas energias e um grande Carnaval a Oxalá e Obaluaê. O desfile de 2025 irá narrar a história, cultura e luta do povo queniano, ressaltando a importância da África na formação da humanidade e nas raízes culturais do Brasil.
A noite também conta com a presença de Lorena Bispo, de 22 anos, moradora de Itapuã, eleita Deusa do Ébano deste ano. Ao seu lado, as princesas Tainã de Palmares e Stéphanie Ingrid Souza completam o destaque da festividade. O Ilê Aiyê reafirma sua relevância cultural e histórica, promovendo uma celebração que une tradição e identidade afro-brasileira.
A festa promete ser um marco na história do bloco, que continua a desempenhar um papel fundamental na valorização da cultura afro-brasileira. O Ilê Aiyê, com sua rica tradição, busca não apenas entreter, mas também educar e conscientizar sobre a herança africana e sua influência na sociedade brasileira.
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