A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro na Sapucaí destacou temas de negritude e religiosidade afro. A festa começou com a Unidos de Padre Miguel, que retornou ao Grupo Especial após 52 anos, apresentando a história de Francisca da Silva, a Iyá Nassô, uma importante ialorixá do século XIX. O […]
A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro na Sapucaí destacou temas de negritude e religiosidade afro. A festa começou com a Unidos de Padre Miguel, que retornou ao Grupo Especial após 52 anos, apresentando a história de Francisca da Silva, a Iyá Nassô, uma importante ialorixá do século XIX. O carnavalesco Lucas Milato, junto com Alexandre Louzada, enfatizou o impacto de sua liderança na formação do candomblé no Brasil.
Na segunda noite da Série Ouro, as escolas Unidos do Porto da Pedra, Acadêmicos de Niterói e a Tradição se destacaram. A Unidos de Bangu, com o enredo “Maraka’ Anandê – Resistência Ancestral”, homenageou a Aldeia Maracanã, símbolo da resistência indígena. A escola enfrentou desafios após um incêndio que destruiu fantasias, mas conseguiu apresentar alas completas. A Tricolor, por sua vez, homenageou o jornalista Francisco Guimarães, conhecido como “Vagalume”, utilizando seus textos para desenvolver o enredo “Ecos de Vagalume”.
A Imperatriz Leopoldinense, que desfilou na segunda noite, trouxe o enredo “Ómi Tútú ao Olúfon: Água Fresca para o senhor de Ifón”, explorando a visita de Oxalá ao reino de Oyó. O carnavalesco Leandro Vieira destacou a importância do mito na religiosidade afro-brasileira, prometendo um desfile visualmente impactante, com predominância da cor branca, representativa de Oxalá. A escola também utilizou cinco mil litros de água em uma de suas alegorias, simbolizando a cerimônia das águas de Oxalá.
A Unidos da Tijuca, que será a primeira a desfilar na segunda-feira, tem como enredo Logun Edé, um orixá respeitado pelos mais velhos. O carnavalesco Edson Pereira revelou que a escola homenageará a cantora Lexa, que se afastou do posto de rainha. O desfile incluirá elementos da natureza, com um carro feito por um paisagista e a utilização de águas de diversas fontes, que serão devolvidas à natureza após o evento. A Tijuca promete um espetáculo que une tradição e inovação, celebrando a força da comunidade e a cultura afro-brasileira.
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