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‘No other land’ conquista o Oscar, mas enfrenta dificuldades para distribuição nos EUA

- O documentário "No Other Land" venceu o Oscar de Melhor Documentário, destacando a expulsão de famílias em Masafer Yatta, na Cisjordânia. - Apesar do sucesso, o filme enfrenta dificuldades de distribuição nos EUA devido a questões políticas, levando os diretores a optar pela auto-distribuição. - Os cineastas Basel Adra e Yuval Abraham, que têm experiências de vida opostas, colaboram para documentar a situação em Masafer Yatta. - Adra, que cresceu na região, e Abraham, que vive em Jerusalém, enfrentam riscos ao filmar a violência e a opressão local. - A esperança dos diretores é que a visibilidade do filme gere conscientização e, eventualmente, atraia um distribuidor disposto a exibi-lo amplamente.

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O documentário “No Other Land” se destaca nesta temporada ao abordar a situação da comunidade de Masafer Yatta, na Cisjordânia, onde forças israelenses destroem casas e expulsam moradores, alegando necessidade para um campo de treinamento militar. Dirigido por Basel Adra, Hamdan Ballal, Yuval Abraham e Rachel Szor, o filme recebeu aclamação da crítica, conquistando prêmios […]

O documentário “No Other Land” se destaca nesta temporada ao abordar a situação da comunidade de Masafer Yatta, na Cisjordânia, onde forças israelenses destroem casas e expulsam moradores, alegando necessidade para um campo de treinamento militar. Dirigido por Basel Adra, Hamdan Ballal, Yuval Abraham e Rachel Szor, o filme recebeu aclamação da crítica, conquistando prêmios em festivais, incluindo o Oscar de Melhor Documentário. Apesar do reconhecimento, estúdios americanos hesitam em distribuí-lo, o que leva os cineastas a optarem pela auto-distribuição, levando o filme a 23 cinemas nos EUA.

Adra, que cresceu em Masafer Yatta, e Abraham, que reside em Jerusalém, compartilham uma relação de confiança e colaboração. Durante uma videoconferência, Adra expressou seu desânimo diante da situação, mas se mantém motivado pela luta dos moradores. “As pessoas querem permanecer na terra e lutar”, afirmou. Abraham complementou que, apesar do desânimo, a documentação da realidade é urgente, especialmente em um contexto onde a situação se agrava.

Os cineastas enfrentaram desafios significativos durante as filmagens, incluindo situações de perigo físico. Adra relatou momentos em que foi agredido por soldados enquanto tentava documentar a destruição de casas. Abraham destacou a urgência de seu trabalho, especialmente após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que intensificou a necessidade de conscientização sobre a situação em Masafer Yatta.

A decisão de auto-distribuição surgiu após a falta de interesse de estúdios, apesar do reconhecimento crescente do filme. “Decidimos fazer o lançamento teatral de forma independente”, explicou Abraham. Com a indicação ao Oscar, eles esperam aumentar o perfil do filme e alcançar um público maior. Adra e Abraham continuam a documentar a situação, com a esperança de que suas filmagens possam contribuir para a conscientização e a mudança.

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