No bloco Unidos do Barro Preto, o abadá é “feito de lama”, com baldes de 300 quilos de barro disponíveis para os foliões se esbaldarem antes do desfile. Essa prática homenageia o movimento cultural manguebeat, que surgiu na década de 1990 em Recife, Pernambuco, e mistura ritmos como maracatu, rock, hip hop, funk e música […]
No bloco Unidos do Barro Preto, o abadá é “feito de lama”, com baldes de 300 quilos de barro disponíveis para os foliões se esbaldarem antes do desfile. Essa prática homenageia o movimento cultural manguebeat, que surgiu na década de 1990 em Recife, Pernambuco, e mistura ritmos como maracatu, rock, hip hop, funk e música eletrônica, tendo o caranguejo como símbolo, representando a sobrevivência das comunidades de mangue.
O bloco, que leva o nome do bairro onde desfila, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, realizou seu 13º desfile de Carnaval com o tema “Protocolo lama: A revolta dos dados orgânicos”. Daniel Iglesias, um dos fundadores do bloco, revelou que utilizou um chatbot de inteligência artificial para criar o tema deste ano, que critica a desconexão provocada pela vida digital.
A proposta do tema é incentivar as pessoas a “sair do algoritmo” e vivenciar o Carnaval como uma ruptura da rotina digitalizada. Iglesias destacou que o objetivo é “viver o vírus do Carnaval”, promovendo a interação nas ruas. O desfile começou às 11h desta segunda-feira, na Avenida Augusto de Lima, com uma multidão acompanhando o trio elétrico.
Marcos Henrique, de 28 anos, participa do desfile do Unidos há cinco anos e faz parte dessa celebração que mistura tradição e inovação, unindo a comunidade em torno da música e da cultura local.
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