A exclusão de criadores negros da narrativa histórica da arte ocidental perdurou por séculos, mas, gradualmente, uma literatura sobre artistas e movimentos artísticos negros tem se desenvolvido. Essa produção inclui obras que utilizam a documentação como forma de resistência às narrativas predominantemente brancas da história da arte europeia. Um exemplo notável é o livro BLK […]
A exclusão de criadores negros da narrativa histórica da arte ocidental perdurou por séculos, mas, gradualmente, uma literatura sobre artistas e movimentos artísticos negros tem se desenvolvido. Essa produção inclui obras que utilizam a documentação como forma de resistência às narrativas predominantemente brancas da história da arte europeia. Um exemplo notável é o livro BLK ART, escrito por Zaria Ware, que foi indicado ao NAACP Image Awards 2024 na categoria de Não-Ficção.
Ware, que sempre teve uma paixão pela história, percebeu a escassez de informações sobre a história da arte negra. Para corrigir essa lacuna, BLK ART apresenta uma alternativa que destaca figuras negras em pinturas medievais e vitorianas, além de artistas que romperam barreiras no século XIX. A obra é dividida em duas partes, sendo a primeira dedicada a temas comuns encontrados em sua pesquisa sobre representações de pessoas negras ao longo da história.
Entre os tópicos abordados, estão o uso de turbantes para cobrir cabelos negros e a branqueamento de figuras negras na mitologia e arte grega. Na segunda parte, Ware oferece biografias detalhadas de artistas negros proeminentes que foram precursores do Harlem Renaissance, como Robert Seldon Duncanson, Edward Mitchell Bannister, Edmonia Lewis e Henry Ossawa Tanner. Essa abordagem não apenas enriquece a compreensão da arte negra, mas também desafia a narrativa histórica tradicional.
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