A Mangueira apresentou um enredo que destaca a herança da cultura banto no Rio de Janeiro, com foco nas crianças como principais representantes dessa tradição. Com o tema “À flor da terra: no Rio da negritude entre dores e paixões”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França, a escola enfatizou a importância da cultura africana, desde expressões […]
A Mangueira apresentou um enredo que destaca a herança da cultura banto no Rio de Janeiro, com foco nas crianças como principais representantes dessa tradição. Com o tema “À flor da terra: no Rio da negritude entre dores e paixões”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França, a escola enfatizou a importância da cultura africana, desde expressões como fubá até a visão de mundo dos bantos que migraram de Angola para o Brasil.
O desfile teve início e fim com a presença de José Willian Ferreira de Paiva, de 12 anos, que foi homenageado no carro Futuro Ancestral. Originalmente escalado para uma ala, ele foi realocado, simbolizando a conexão entre gerações. Lucas Saturnino Barbosa, também de 12 anos, expressou sua alegria em representar os jovens da comunidade, ressaltando a emoção de desfilar em uma escola tão tradicional.
Flávio Lopes, de 16 anos, conhecido como @Flavindance, destacou a relevância de dar visibilidade aos talentos das crianças e adolescentes das favelas. Ele enfatizou que sua participação representa não apenas a Mangueira, mas todas as comunidades. A professora Rita de Cássio Tavares Rodrigues, com 30 anos de desfile, comentou sobre a beleza do ciclo da vida e a transmissão de conhecimento entre gerações.
Kayke Silva, de 13 anos, que integra a escola mirim de bateria, atribuiu sua paixão pelo carnaval ao exemplo familiar. Ele mencionou que a cultura banto vai além do samba, abrangendo hábitos cotidianos e influências religiosas, como o culto aos pretos-velhos na Umbanda e a africanização de rituais cristãos. Palavras de origem banto também estão presentes no português falado no Brasil, como “xodó” e “macumba”.
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