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Érika Hilton lidera comissão de frente da Paraíso do Tuiuti em homenagem a Xica Manicongo

- A deputada federal Erika Hilton será destaque na Paraíso do Tuiuti, no Carnaval. - O enredo "Quem tem medo de Xica Manicongo" homenageia a primeira travesti não indígena. - Xica Manicongo, escravizada no século XVII, foi condenada à morte por sua identidade. - A coreografia retratará sua resistência e a violência enfrentada pela comunidade LGBTQIA+. - A apresentação visa promover respeito e inclusão, combatendo a violência contra minorias.

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A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) será a porta-bandeira da Paraíso do Tuiuti, que desfila na Sapucaí nesta terça-feira. Com o enredo “Quem tem medo de Xica Manicongo”, a escola homenageia a primeira travesti não indígena do Brasil, trazida do Congo como escravizada no século XVII. A história de Xica, que enfrentou repressão e foi […]

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) será a porta-bandeira da Paraíso do Tuiuti, que desfila na Sapucaí nesta terça-feira. Com o enredo “Quem tem medo de Xica Manicongo”, a escola homenageia a primeira travesti não indígena do Brasil, trazida do Congo como escravizada no século XVII. A história de Xica, que enfrentou repressão e foi condenada à morte pelo Tribunal do Santo Ofício, será retratada na avenida.

Hilton destacou a importância de Xica como uma heroína que abriu caminhos para a comunidade LGBTQIA+. A apresentação busca transmitir uma mensagem de respeito e inclusão, combatendo a violência contra essa população. A comissão de frente, composta exclusivamente por mulheres trans, simboliza a luta e a resistência da figura histórica.

A coreografia, criada por Claudia Motta e Edifranc Alves, retrata Xica dançando com uma saia rodada, que é retirada durante a cena de sua execução. Hilton também será um dos destaques da apresentação. Em 2022, enquanto vereadora, ela propôs um projeto de lei para que uma via em São Paulo recebesse o nome de Xica Manicongo.

Xica, que trabalhou como sapateira em Salvador, não se conformava com os trajes masculinos impostos e foi julgada por isso. O Casa 1, centro de acolhimento LGBTQIA+, ressalta que ela foi acusada de sodomia, um crime na época. Apesar da escassez de registros sobre sua vida, sua história foi abordada em documentários e peças teatrais, como “Pedagogias da Navalha” e a apresentação do Coletivo das Liliths.

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