Os ritmistas da Viradouro, escola de samba de Niterói, se preparam para o desfile na Sapucaí, enquanto o Mestre Ciça, responsável pela bateria, demonstra calma. Ele observa a entrada da Imperatriz, afirmando que a responsabilidade aumenta por serem os atuais campeões do carnaval. “Quando eu perder isso, paro”, diz Ciça, ressaltando que sua tranquilidade é […]
Os ritmistas da Viradouro, escola de samba de Niterói, se preparam para o desfile na Sapucaí, enquanto o Mestre Ciça, responsável pela bateria, demonstra calma. Ele observa a entrada da Imperatriz, afirmando que a responsabilidade aumenta por serem os atuais campeões do carnaval. “Quando eu perder isso, paro”, diz Ciça, ressaltando que sua tranquilidade é apenas aparente.
Neste ano, a Viradouro homenageará Malunguinho, uma entidade afro-indígena, com o enredo “Malunguinho: o mensageiro dos três mundos”. O desfile, que ocorrerá no terceiro dia do Grupo Especial, busca provocar um estado de transe, inspirado na jurema. O carnavalesco Tarcísio Zanon explica que as esculturas foram projetadas para transmitir movimento, conceito que ele chama de “cinestaticidade”.
A origem do enredo é mística; Tarcísio se inspirou em uma visão de fumaça durante a comemoração do título anterior. Em pesquisas sobre “catimbó”, ele encontrou a figura de Malunguinho. A equipe da escola visitou casas de jurema em Pernambuco, onde juremeiros confirmaram a autorização para o desfile. Além de materiais orgânicos, as fantasias incluirão 500 brinquedos que serão doados a crianças após o carnaval.
O desfile contará com efeitos que representam os cinco elementos e será encerrado por 70 juremeiros pernambucanos. A Viradouro aposta em uma mistura de cores e transparências para criar uma experiência visual impactante, referindo-se aos cristais usados em altares de jurema. O intérprete Wander Pires, conhecido por seu topete, desfilará com um turbante, marcando uma nova fase em sua apresentação.
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