Na segunda noite de desfiles na Sapucaí, a Beija-Flor de Nilópolis destacou-se como a melhor apresentação, homenageando Laíla, uma figura emblemática da escola. A emoção tomou conta dos componentes, que cantaram o samba-enredo com lágrimas nos olhos, relembrando a trajetória de sucesso que Laíla proporcionou à escola ao longo de décadas. A despedida do cantor […]
Na segunda noite de desfiles na Sapucaí, a Beija-Flor de Nilópolis destacou-se como a melhor apresentação, homenageando Laíla, uma figura emblemática da escola. A emoção tomou conta dos componentes, que cantaram o samba-enredo com lágrimas nos olhos, relembrando a trajetória de sucesso que Laíla proporcionou à escola ao longo de décadas. A despedida do cantor Neguinho, que esteve na Beija-Flor por 50 anos, foi um momento marcante, complementado pela ousada “paradona” da bateria, que animou a passarela.
Durante a apresentação, a bateria fez uma pausa de quase um minuto, permitindo que os torcedores mostrassem seu amor pelo samba, cantando em uníssono. O momento foi amplamente compartilhado nas redes sociais, com foliões elogiando a conexão entre a escola e o público. Uma torcedora destacou que “o samba-enredo da Beija-Flor está na boca do povo”, evidenciando a força da apresentação.
O enredo “Laíla de Todos os Santos, Laíla de todos os sambas” celebrou a vida e a obra de Laíla, que faleceu em junho de 2021. Ele foi fundamental para a conquista de diversos títulos da Beija-Flor entre 1998 e 2018, atuando como diretor de carnaval. A homenagem também abordou sua fé e espiritualidade, refletindo sua ligação com diversas tradições religiosas, como o catolicismo e o candomblé.
O atual carnavalesco da Beija-Flor, João Vitor Araújo, revelou que teve uma “autorização espiritual” de Laíla para desenvolver o enredo, após sonhar com ele. O desfile não apenas reverenciou a carreira de Laíla, mas também suas contribuições a outras escolas de samba, como Salgueiro e Grande Rio, além de recordar suas produções musicais marcantes, incluindo o famoso samba-enredo “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”.
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