O programa Viola, Minha Viola, que foi exibido por quase 40 anos, se tornou um marco na música caipira, especialmente por conta da cantora Inezita Barroso, que completaria 100 anos no dia 4 de março de 2025. Nascida em São Paulo, Inezita dedicou sua vida à promoção da música caipira, falecendo em 8 de março […]
O programa Viola, Minha Viola, que foi exibido por quase 40 anos, se tornou um marco na música caipira, especialmente por conta da cantora Inezita Barroso, que completaria 100 anos no dia 4 de março de 2025. Nascida em São Paulo, Inezita dedicou sua vida à promoção da música caipira, falecendo em 8 de março de 2015, aos 90 anos. Sua paixão pela música sertaneja era evidente, e em uma entrevista de 2012, ela expressou que seu objetivo de elevar a música caipira ainda não havia sido alcançado.
Inezita Barroso defendia a valorização da viola, um dos primeiros instrumentos do Brasil, e diferenciava dois gêneros de sertanejo: o de raiz, que considera autêntico e ligado ao povo, e um outro, que ela via como superficial e desconectado da cultura popular. Além de cantora e apresentadora, Inezita era uma pesquisadora dedicada do folclore brasileiro, recebendo cerca de dez CDs por dia de novos artistas, os quais ouvia com atenção.
Em sua carreira, Inezita gravou clássicos da música caipira, como Marvada Pinga, Lampião de Gás, Ronda e Cavalo Preto, que ajudaram a moldar a identidade da cultura interiorana do Brasil. Sua contribuição vai além da música, pois sua defesa da cultura caipira é um legado que continua a influenciar novas gerações. Celebrar sua memória é essencial para manter viva a rica cultura brasileira.
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