Os produtores do musical Hamilton anunciaram o cancelamento das apresentações programadas para o Kennedy Center, em Washington, entre março e abril de 2026. A decisão foi motivada por mudanças na administração do centro cultural sob o governo de Donald Trump, que, segundo o produtor Jeffrey Seller, comprometeram a neutralidade política da instituição. Seller destacou que […]
Os produtores do musical Hamilton anunciaram o cancelamento das apresentações programadas para o Kennedy Center, em Washington, entre março e abril de 2026. A decisão foi motivada por mudanças na administração do centro cultural sob o governo de Donald Trump, que, segundo o produtor Jeffrey Seller, comprometeram a neutralidade política da instituição. Seller destacou que a interferência política no Kennedy Center vai contra os princípios de liberdade e diversidade que estão no cerne do musical.
Desde que Trump assumiu a presidência, ele demitiu líderes do Kennedy Center e substituiu membros do conselho por apoiadores, o que, segundo Seller, partidarizou a instituição. O produtor enfatizou que o Kennedy Center foi fundado como um espaço para todas as tendências políticas e que as recentes ações do governo têm destruído essa neutralidade. Ele afirmou que, em boa consciência, o espetáculo não pode participar dessa nova cultura imposta.
O musical, que estreou em 2015 e foi criado por Lin-Manuel Miranda, retrata a vida de Alexander Hamilton, um dos pais fundadores dos Estados Unidos. A apresentação especial estava prevista para comemorar os 250 anos da declaração de independência dos EUA. Outros artistas, como Issa Rae e Rhiannon Giddens, também cancelaram suas apresentações no Kennedy Center em resposta às mudanças na administração.
Em uma declaração, Lin-Manuel Miranda expressou que o Kennedy Center não foi criado com o espírito atual sob Trump e que não participarão enquanto a instituição estiver sob essa nova direção. O novo presidente do Kennedy Center, Richard Grenell, criticou o cancelamento, chamando-o de “truque publicitário” e afirmando que as artes devem ser acessíveis a todos, não apenas a quem compartilha das opiniões de Miranda.
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