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ASMA transforma o subconsciente em arte na exposição ‘Ideal Space for Music’ em Nova York

- O duo ASMA, formado por Hanya Beliá e Matias Armendaris, brilha em exposições. - A performance "Ideal Space for Music" explora a psique coletiva com bonecos. - A mostra na SculptureCenter, até 24 de março, transforma o espaço em ambiente psicológico. - ASMA utiliza materiais diversos, refletindo sobre a relação entre o humano e o artificial. - O trabalho do duo é uma fusão de processos artesanais e conceitos contemporâneos.

No início de fevereiro, a ventríloqua Sophia Becker apresentou uma performance única no SculptureCenter, em Nova York, durante a ativação da exposição “Ideal Space for Music”, dos artistas mexicanos Hanya Beliá e Matias Armendaris, conhecidos como ASMA. Becker manipulou uma boneca com características peculiares, que se queixou da falta de interação do público, destacando a […]

No início de fevereiro, a ventríloqua Sophia Becker apresentou uma performance única no SculptureCenter, em Nova York, durante a ativação da exposição “Ideal Space for Music”, dos artistas mexicanos Hanya Beliá e Matias Armendaris, conhecidos como ASMA. Becker manipulou uma boneca com características peculiares, que se queixou da falta de interação do público, destacando a relação entre arte e espectador. A performance atraiu uma plateia cheia, com muitos assistindo a uma transmissão ao vivo no andar superior.

A exposição, que ficará em cartaz até 24 de março, explora o subconsciente, um tema recorrente na colaboração de nove anos entre Beliá e Armendaris. Eles transformaram o espaço frio e concreto do porão em um “bunker da mente”, apresentando esferas metálicas, obras em vídeo, paisagens sonoras e pinturas em tinta, criando um ambiente que reflete a psicologia coletiva. Beliá comentou sobre a experiência de dar vida às bonecas, ressaltando a tensão e a magia do processo.

ASMA, representada por galerias em Cidade do México e Los Angeles, teve um ano decisivo, com exposições em instituições importantes. Eles se destacaram por sua abordagem híbrida, unindo materiais como silicone, madeira e objetos encontrados, desafiando as dicotomias entre o puro e o poluído. A colaboração entre os artistas, que também são um casal, permitiu uma fusão de ideias e técnicas, resultando em obras que refletem suas experiências e o ambiente ao redor.

Atualmente, ASMA está explorando novas técnicas, como o pate de verre, um método de fabricação de vidro egípcio, aprendendo de forma autodidata. Eles acreditam que o processo artesanal é fundamental para a transformação das ideias em arte, enfatizando a importância do tempo e da investigação na criação. Em um mundo cada vez mais dominado por imagens geradas por IA, a dedicação da dupla às práticas artesanais se destaca, mantendo uma conexão profunda com o presente enquanto dialogam com o passado.

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