Na quarta-feira, em Londres, a Christie’s realizou a venda noturna de arte do século XX e XXI, arrecadando £82,1 milhões, superando a estimativa alta de £93 milhões. Logo após, a casa promoveu a venda anual “The Art of the Surreal”, que também superou as expectativas, gerando mais de £48 milhões, totalizando £130,1 milhões na noite. […]
Na quarta-feira, em Londres, a Christie’s realizou a venda noturna de arte do século XX e XXI, arrecadando £82,1 milhões, superando a estimativa alta de £93 milhões. Logo após, a casa promoveu a venda anual “The Art of the Surreal”, que também superou as expectativas, gerando mais de £48 milhões, totalizando £130,1 milhões na noite. Tessa Lord, chefe de arte contemporânea da Christie’s em Londres, destacou que 61% dos lotes nunca haviam sido vendidos em leilão, refletindo a demanda por obras frescas e de qualidade.
Entre os destaques, a obra de Michael Andrews, *School IV: Barracuda under Skipjack Tuna* (1978), alcançou um novo recorde, vendendo por mais de £6 milhões, enquanto a aquarela de Wassily Kandinsky, *Schwarze Begleitung* (1923), dobrou sua estimativa, sendo arrematada por £2,2 milhões. Lord descreveu a atmosfera do leilão como “dinâmica e espontânea”, com um aumento significativo na intensidade das ofertas. Artistas britânicos, como Lucian Freud e David Hockney, também se destacaram, com vendas que atingiram valores expressivos.
Na venda de Surrealismo, que completou 25 anos, René Magritte foi o grande vencedor, com sua obra *La reconnaissance infine* (1933) vendida por mais de £10 milhões. A venda teve 96% dos lotes vendidos e 98% do valor total. Olivier Camu, vice-presidente da Christie’s para arte impressionista e moderna, afirmou que foi a venda de Surrealismo mais bem-sucedida da casa, ressaltando a importância do movimento na história da arte do século XX e a qualidade das obras apresentadas.
Camu atribuiu o sucesso a um trabalho intenso da equipe, com reuniões diárias para discutir cada lote. Ele acredita que os resultados demonstram uma tendência de alta no mercado de arte. “O mercado realmente está subindo”, concluiu Camu, enfatizando a relevância contínua das obras surrealistas, que ainda são consideradas subvalorizadas.
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