Em uma recente entrevista ao canal de YouTube de Danny Peña, Peter Moore, ex-CEO da Xbox, reconheceu que incentivou a guerra de consoles durante sua gestão, considerando-a “saudável para a indústria”. Moore afirmou que essa rivalidade entre Xbox e PlayStation, e até mesmo com a Nintendo, era benéfica, pois “levantou todos os navios”. No entanto, […]
Em uma recente entrevista ao canal de YouTube de Danny Peña, Peter Moore, ex-CEO da Xbox, reconheceu que incentivou a guerra de consoles durante sua gestão, considerando-a “saudável para a indústria”. Moore afirmou que essa rivalidade entre Xbox e PlayStation, e até mesmo com a Nintendo, era benéfica, pois “levantou todos os navios”. No entanto, ele observou que o cenário atual é diferente, especialmente após a aquisição da Activision Blizzard, que, segundo ele, “mudou as coisas” na Microsoft.
Moore sugeriu que, se pudesse, a Microsoft abandonaria a fabricação de hardware, preferindo um modelo de negócios focado em entregar conteúdo diretamente aos consumidores, semelhante ao da Netflix. Ele destacou que, com a evolução do cloud gaming, não seria necessário um console para jogar títulos como Halo ou Indiana Jones; qualquer PC, smartphone ou Smart TV poderia acessar esses jogos. Essa mudança de paradigma, segundo ele, poderia eliminar a necessidade de consoles, embora a Microsoft ainda mantenha promessas de novos dispositivos.
O ex-executivo também comentou sobre a importância do hardware para muitos jogadores, citando o sucesso do Nintendo Switch. Apesar da base de usuários da Xbox ser menor que a da PlayStation e Switch, Moore acredita que a Microsoft ainda tem um público significativo. Ele ressaltou que a recente aquisição da Activision Blizzard alterou a mentalidade da empresa, afastando-se das antigas rivalidades e focando em um crescimento mais amplo, incluindo plataformas como PC.
Moore refletiu sobre os dias das guerras de consoles, onde a competição era intensa e visível, como quando ele tatuou revelações de jogos em seu braço durante a E3. Ele concluiu que a prioridade da Microsoft agora é diferente, enfatizando que a empresa não está mais focada em monopolizar conteúdo em sua plataforma, mas sim em expandir sua presença em várias frentes.
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