A atriz Pamela Anderson, de 57 anos, revelou à AFP que pela primeira vez se sente “como uma atriz”. Em seu novo filme, “The Last Showgirl”, dirigido por Gia Coppola, neta de Francis Ford Coppola, ela busca se libertar da imagem de símbolo sexual que a acompanhou ao longo de sua carreira. Anderson, que se […]
A atriz Pamela Anderson, de 57 anos, revelou à AFP que pela primeira vez se sente “como uma atriz”. Em seu novo filme, “The Last Showgirl”, dirigido por Gia Coppola, neta de Francis Ford Coppola, ela busca se libertar da imagem de símbolo sexual que a acompanhou ao longo de sua carreira. Anderson, que se tornou embaixadora do movimento “no make-up”, enfatiza a importância de se libertar dos padrões de beleza impostos pela sociedade. O filme, que ainda não tem data de estreia no Brasil, retrata os últimos dias de uma bailarina em um cabaré de Las Vegas prestes a fechar, abordando a forma como a indústria do entretenimento descarta aqueles que não são mais considerados necessários.
A atriz, que ganhou notoriedade nos anos 1990 ao aparecer na Playboy e na série “S.O.S. Malibu”, reflete sobre sua trajetória, marcada por excessos e desafios, incluindo a chantagem com vídeos íntimos durante seu casamento com Tommy Lee. Em suas palavras, “se olho para trás, provavelmente teria feito as coisas de maneira diferente”, mas reconhece que as experiências vividas foram essenciais para seu aprendizado. Nos últimos anos, Anderson se afastou dos holofotes e se envolveu em causas políticas e de defesa dos animais, especialmente durante seu tempo em Marselha, ao lado do jogador Adil Rami.
Pamela também expressa sua luta para retomar o controle da narrativa de sua vida, que foi frequentemente moldada pela mídia sensacionalista. Após a série “Pam&Tommy”, que abordou sua relação com Lee sem sua autorização, ela lançou seu próprio documentário na Netflix, intitulado “Pamela Anderson: Uma História de Amor”. Foi a partir desse projeto que Gia Coppola decidiu trabalhar com ela em “The Last Showgirl”. Anderson compartilha que, ao pensar que sua carreira estava chegando ao fim, encontrou uma nova oportunidade de se reinventar.
O filme, segundo a atriz, não busca explorar a violência contra as mulheres, mas sim contar uma história humana e imperfeita. Ela destaca a beleza da narrativa, que reflete sobre a vida e as escolhas de uma dançarina de cabaré. Com um olhar para o futuro, Anderson expressa seu desejo de atuar em peças de Tennessee Williams, reafirmando sua paixão pelo cinema e teatro. “Você só precisa continuar surpreendendo as pessoas”, conclui.
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