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Pesquisa aponta que quadro atribuído a Rubens na National Gallery é uma cópia de estudantes espanhóis

- A obra "Sansão e Dalila", atribuída a Rubens, pode ser uma cópia. - A pesquisa de Euphrosyne Doxiadis sugere autoria de estudantes espanhóis. - Gastón Levy, restaurador brasileiro, é central na história da cópia. - A National Gallery defende a autenticidade da obra como Rubens. - Doxiadis aponta características pós-impressionistas e erros de composição.

Uma nova pesquisa sugere que o quadro “Sansão e Dalila”, atribuído ao pintor flamengo Peter Paul Rubens e exposto na National Gallery de Londres, pode ser uma cópia. A análise, conduzida pela pintora e historiadora grega Euphrosyne Doxiadis, aponta que a obra seria um trabalho coletivo de estudantes da Real Academia de Belas Artes de […]

Uma nova pesquisa sugere que o quadro “Sansão e Dalila”, atribuído ao pintor flamengo Peter Paul Rubens e exposto na National Gallery de Londres, pode ser uma cópia. A análise, conduzida pela pintora e historiadora grega Euphrosyne Doxiadis, aponta que a obra seria um trabalho coletivo de estudantes da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, em Madri. O museu londrino adquiriu a pintura em 1980 por 2,5 milhões de libras, considerando-a uma obra do século XVII.

Doxiadis, autora do livro “NG6461: O falso Rubens”, defende que a obra não deve ser creditada a Rubens. Ela explica que, embora o artista tenha pintado uma obra com o mesmo nome, o quadro da National Gallery não é o mesmo. A historiadora menciona Gastón Levy, um restaurador brasileiro que estudou na academia espanhola, como uma figura central na criação da suposta cópia, que teria sido feita entre 1901 e 1929.

A especialista destaca que a pintura apresenta pinceladas pós-impressionistas, características do trabalho de Joaquín Sorolla, um dos professores da academia. Doxiadis também menciona que, desde 1824, o professor Federico de Madrazo introduziu um método de ensino que incentivava os alunos a reproduzir obras de mestres antigos, incluindo Rubens.

Por outro lado, a National Gallery defende que a obra foi considerada uma obra-prima de Rubens por especialistas ao longo do tempo. Após sua venda em Paris em 1929, um especialista autenticou a obra como original. Doxiadis, que viu a pintura em 1985, afirmou que era apenas uma cópia, citando cores “estridentes” e a falta de harmonia como fatores que a levaram a essa conclusão. Além disso, ela observa que a pintura original de Rubens foi feita sobre madeira de carvalho, enquanto a da National Gallery é em tela.

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