Neguinho da Beija-Flor, ícone do samba brasileiro, se despede da função de cantor de sua escola de samba em um desfile marcado para este sábado (8). Após conquistar um título na quarta-feira (6), ele se apresentará na Marquês de Sapucaí, onde cantará um samba em homenagem a Laíla. O artista, que dedicou cinquenta anos à […]
Neguinho da Beija-Flor, ícone do samba brasileiro, se despede da função de cantor de sua escola de samba em um desfile marcado para este sábado (8). Após conquistar um título na quarta-feira (6), ele se apresentará na Marquês de Sapucaí, onde cantará um samba em homenagem a Laíla. O artista, que dedicou cinquenta anos à sua carreira, anunciou que continuará a se apresentar, mas focará em um repertório mais romântico, afastando-se do ritmo intenso do Carnaval.
Em entrevista ao programa “A voz do carnaval”, do Globoplay, Neguinho explicou que, devido à sua idade, o Carnaval se tornou mais desafiador. “O palco é uma coisa, o Carnaval é outra”, afirmou, destacando a diferença entre as performances. Ele pretende manter sua presença nos palcos, mas com um estilo mais suave, priorizando sambas que contam histórias e emocionam.
Neguinho é conhecido por sucessos que transcendem o Carnaval. “O campeão (Meu time)”, de 1979, se tornou um hino tanto nas arquibancadas quanto nas escolas de samba. “Globeleza”, composta para a TV Globo em 1991, e “Ângela”, de 1999, também são marcas registradas de sua carreira. Em 2006, ele participou do projeto “Roberto Carlos: Duetos”, onde cantou “Ângela”, uma homenagem à filha do Rei.
Outra canção significativa em seu repertório é “Divina”, escrita nos anos 1970, que fez sucesso em 2009. Neguinho, com seu talento, continua a ser uma referência no samba romântico, e suas músicas permanecem vivas na memória dos fãs. Ele brincou sobre a qualidade de suas letras, mencionando que poetas renomados como Vinicius de Moraes e Chico Buarque não conseguiriam superá-las.
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