No Desfile das Campeãs, realizado no sábado, 8, Majur fez história ao se tornar a primeira mulher trans a se apresentar na Sapucaí. Apesar desse marco, a cantora expressou preocupação com uma “onda de retrocesso” no Brasil, afirmando que os espaços e shows para artistas trans diminuíram. “As marcas retrocederam, os shows e espaços. Se […]
No Desfile das Campeãs, realizado no sábado, 8, Majur fez história ao se tornar a primeira mulher trans a se apresentar na Sapucaí. Apesar desse marco, a cantora expressou preocupação com uma “onda de retrocesso” no Brasil, afirmando que os espaços e shows para artistas trans diminuíram. “As marcas retrocederam, os shows e espaços. Se tinha uma pessoa trans, agora nem tem mais”, destacou Majur, que se lembrou de ser a única mulher trans a cantar em Salvador.
Majur está se preparando para uma turnê na Europa, onde realizará shows em doze países. Contudo, ela ressaltou que essa realidade não reflete a situação no Brasil ou na América. “Gostaria de ter a mesma quantidade de shows que tenho lá fora, mas quantas cidades eu vou rodar aqui neste ano?”, questionou, enfatizando a falta de oportunidades no mercado nacional.
A artista também levantou questões sobre o apoio das marcas que a acompanhavam anteriormente, insinuando que a situação atual pode ser uma farsa. “Era tudo uma farsa? Agora eu pergunto, por que o retrocesso acontece agora no momento exato em que o Trump retrocede?”, indagou Majur, refletindo sobre a relação entre eventos políticos e a visibilidade de artistas trans.
A fala de Majur ressoa com a realidade de muitos artistas que enfrentam desafios semelhantes, evidenciando a necessidade de um diálogo mais profundo sobre a inclusão e o apoio a artistas LGBTQIA+ no Brasil. A apresentação dela na Sapucaí, portanto, não é apenas um marco pessoal, mas também um chamado à ação para a comunidade e as marcas.
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