O desenvolvimento da China tem gerado uma combinação de admiração, curiosidade e apreensão global. O país tem se destacado por suas gigantescas obras de infraestrutura, como hidrelétricas e uma moderna rede ferroviária de alta velocidade, além da construção de cidades inteiras. Contudo, esse crescimento traz desafios, como a superlotação, poluição ambiental e a perda de […]
O desenvolvimento da China tem gerado uma combinação de admiração, curiosidade e apreensão global. O país tem se destacado por suas gigantescas obras de infraestrutura, como hidrelétricas e uma moderna rede ferroviária de alta velocidade, além da construção de cidades inteiras. Contudo, esse crescimento traz desafios, como a superlotação, poluição ambiental e a perda de terras agrícolas, refletindo um contraste entre modernidade e a necessidade de preservar a rica herança cultural.
Nesse contexto, Liu Jiakun, laureado com o Prêmio Pritzker de 2025, se destaca por sua arquitetura que combina gestos sutis e uma abordagem transformadora. Seu trabalho valoriza materiais e técnicas tradicionais, criando espaços comunitários que integram inovação e sustentabilidade. Jiakun utiliza materiais locais, como taipa de pilão e madeira, promovendo uma conexão com as tradições de construção e aumentando a eficiência dos processos construtivos.
Um exemplo notável de sua filosofia é o West Village, em Chengdu, que transforma um quarteirão urbano em um espaço comunitário vibrante. O projeto utiliza concreto aparente e elementos de tijolo e madeira, estabelecendo uma conexão visual com a arquitetura vernácula. O paisagismo integrado reforça a ideia de um espaço coletivo, promovendo a interação comunitária e a fluidez entre os ambientes interno e externo.
Além disso, Jiakun é conhecido por sua abordagem sustentável, como demonstrado no projeto dos Tijolos renascidos, que reutiliza escombros do terremoto de Sichuan em 2008. Essa técnica não só reduz o impacto ambiental, mas também simboliza a capacidade da arquitetura de reconstruir a memória e a identidade de uma comunidade. Sua obra evidencia que a inovação não precisa romper com a tradição, mas pode, ao contrário, se basear nela para criar soluções que respeitem o contexto cultural e ambiental.
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