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Luciana Mazzotti denuncia assédio moral e misoginia em produção de A Fúria

- Luciana Mazzotti, co-diretora de "A Fúria", acusa produtores de assédio moral. - Ruy Guerra, diretor original, delegou direção a Luciana devido à sua idade. - Acusações incluem tentativas de descreditá-la e forçá-la a assinar contrato. - A Acere Filmes ainda não se manifestou sobre as alegações de Luciana. - "A Fúria" é a conclusão da trilogia de Os Fuzis e A Queda, premiada em Brasília.

Luciana Mazzotti, co-diretora de A Fúria (2024), acusa os produtores Rune Tavares e Rodrigo Sarti Werthein, da Acere Filmes, de assédio moral e misoginia. Em entrevista à coluna GENTE, Luciana, ex-mulher de Ruy Guerra, de 93 anos, relatou que, devido à idade avançada do cineasta, ela assumiu a direção do filme, inicialmente contratado como roteirista. […]

Luciana Mazzotti, co-diretora de A Fúria (2024), acusa os produtores Rune Tavares e Rodrigo Sarti Werthein, da Acere Filmes, de assédio moral e misoginia. Em entrevista à coluna GENTE, Luciana, ex-mulher de Ruy Guerra, de 93 anos, relatou que, devido à idade avançada do cineasta, ela assumiu a direção do filme, inicialmente contratado como roteirista. “Fui contratada primeiro como roteirista… ele não tinha condições de dirigir várias cenas”, explicou.

As gravações começaram durante o governo de Jair Bolsonaro, e a liberação de verba para a finalização estava atrasada. Para contornar a situação, Ruy convidou Renato Vallone para montar o filme, e Luciana ofereceu sua casa como espaço de trabalho. Contudo, ela enfrentou sabotagens, incluindo uma acusação de assédio moral por parte de um montador que morou com ela. Após essa confusão, os produtores se negaram a assinar contrato com Luciana, alegando que o montador poderia processá-los.

Em 2024, Ruy incentivou a inscrição do longa no Festival de Brasília, mas Luciana afirmou que Rodrigo tentou convencê-la a retirar seu nome dos créditos. “Eles não queriam botar meu nome na direção… mandaram um contrato para eu assinar, que era simplesmente eu passando todos os meus direitos para eles”, disse. Após recusar, ela recebeu uma oferta de R$ 5 mil para assinar o contrato, sob a ameaça de ter seu nome removido da direção.

A Fúria é o fechamento da trilogia de Os Fuzis (1964) e A Queda (1978), e narra a história de Mário, um homem que volta à Terra para se vingar após ser torturado e morto na ditadura. O filme, que resgata características do Cinema Novo, recebeu o Prêmio Especial do Júri no 57º Festival de Brasília, em 2024. A Acere Filmes não se pronunciou sobre as acusações até o momento.

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