O cantor jamaicano Cocoa Tea, conhecido por sua carreira que mesclou as convicções do roots reggae com a leveza do dancehall, faleceu em 11 de março, aos 65 anos, em um hospital em Fort Lauderdale, na Flórida. Sua esposa, Malvia Scott, informou ao jornal jamaicano The Gleaner que a causa da morte foi um parada […]
O cantor jamaicano Cocoa Tea, conhecido por sua carreira que mesclou as convicções do roots reggae com a leveza do dancehall, faleceu em 11 de março, aos 65 anos, em um hospital em Fort Lauderdale, na Flórida. Sua esposa, Malvia Scott, informou ao jornal jamaicano The Gleaner que a causa da morte foi um parada cardíaca, após um diagnóstico de linfoma em 2019 e uma recente batalha de seis meses contra a pneumonia. Durante as décadas de 1980 e 1990, Cocoa Tea lançou uma série de canções populares, destacando-se por sua voz doce e letras atemporais que abordavam temas românticos, religiosos e sociais.
Cocoa Tea continuou a ser um artista requisitado em festivais de reggae nos Estados Unidos, Europa e Caribe, mesmo décadas após o lançamento de seus sucessos. Sua última apresentação foi no Welcome to Jamrock Reggae Cruise, de Damian Marley, em 2022. Dan Dalton, gerente de Marley, elogiou Cocoa Tea, afirmando que ele era “uma das vozes mais doces do reggae” e que sua música “viverá para sempre”. Nascido como Colvin George Scott na vila de Rocky Point, Jamaica, ele lançou seu primeiro single, “Searching in the Hills”, em 1974, e, após um período como jóquei e pescador, encontrou seu caminho na música.
Entre seus sucessos, destacam-se canções como “Moving On”, que aborda a unidade da diáspora africana, e “Good Life”, que retrata as lutas de uma mulher em busca de felicidade. Cocoa Tea também se destacou por suas letras críticas, como em “Oil Ting”, que foi banida do rádio na Jamaica e no Reino Unido, e “New Immigration Law”, que reflete sobre o clima político atual nos Estados Unidos. Seu trabalho influenciou diversos artistas, incluindo 2Pac e Joss Stone, e sua canção de 2008, “Barack Obama”, chamou a atenção internacional.
Cocoa Tea era um gigante musical, adaptando-se às mudanças do reggae e dancehall, mantendo sua identidade única. Suas canções, como “Holy Mount Zion” e “Rikers Island”, abordam temas de espiritualidade e advertências sociais, respectivamente. O legado de Cocoa Tea permanece vivo através de sua música, que continua a ressoar com novas gerações.
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