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Estudo revela que árvores em obras de arte seguem regras matemáticas semelhantes às da natureza

- Estudo revela que árvores em obras de arte seguem regras matemáticas de fractais. - Pesquisadores analisaram obras de diferentes épocas, incluindo Klimt e Mondrian. - Padrões de ramificação em arte se alinham com árvores naturais, facilitando reconhecimento. - Método de avaliação de ramificações foi inspirado em Leonardo da Vinci. - Conexão entre arte e ciência pode explicar a beleza dos padrões naturais.

Pesquisadores descobriram que as árvores retratadas em obras de arte famosas seguem as mesmas regras matemáticas que suas contrapartes na natureza. O conceito matemático presente nessas representações artísticas — fractal — é visível nos padrões de ramificação das árvores e pode ser crucial para a capacidade humana de reconhecer essas obras como árvores, afirmam Mitchell […]

Pesquisadores descobriram que as árvores retratadas em obras de arte famosas seguem as mesmas regras matemáticas que suas contrapartes na natureza. O conceito matemático presente nessas representações artísticas — fractal — é visível nos padrões de ramificação das árvores e pode ser crucial para a capacidade humana de reconhecer essas obras como árvores, afirmam Mitchell Newberry, biólogo matemático da Universidade do Novo México, e Jingyi Gao, estudante de doutorado da Universidade de Wisconsin. Os fractais, que se repetem em diferentes escalas, são encontrados em estruturas como flocos de neve e vasos sanguíneos.

Newberry e Gao analisaram obras que retratam árvores únicas, abrangendo diferentes épocas e culturas, incluindo esculturas do século XVI da Mesquita Sidi Saiyyed na Índia e a pintura “Cherry Blossoms” do artista japonês Matsumura Goshun. Eles descobriram que, mesmo em representações abstratas, as árvores nas obras geralmente correspondiam aos padrões de ramificação encontrados nas árvores naturais. Newberry destacou que a abstração artística busca captar leis naturais, refletindo a diversidade de árvores no mundo.

Para suas conclusões, os pesquisadores desenvolveram um método para avaliar padrões de ramificação e generalizá-los em uma fórmula comum. A pesquisa, publicada na revista PNAS Nexus, analisou a variação na espessura dos ramos nas obras, levando em conta o número de ramos menores por ramo maior. Os resultados mostraram que as árvores nas obras tinham um valor de escala de diâmetro de ramo que se alinhava com o intervalo de 1,5 a 3, típico das árvores reais.

Os autores também observaram que a escultura indiana tinha um valor de 2,5, mais próximo das árvores reais do que a pintura “Cherry Blossoms”, que apresentou um valor de 1,4. Newberry sugeriu que uma maior correspondência com a realidade poderia permitir aos artistas mais liberdade criativa, mantendo a identificação da obra como uma árvore. Embora artistas como Mondrian e Klimt provavelmente não tivessem consciência dos fractais, a pesquisa sugere que eles possuíam uma compreensão intuitiva das proporções que caracterizam as árvores.

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