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Exposição celebra um século da revista The New Yorker com arquivos e histórias marcantes

- A exposição “Um século da The New Yorker” está na Biblioteca Pública de Nova York. - Arquivos incluem mais de 2.500 caixas com manuscritos e itens históricos. - A mostra destaca momentos marcantes, como a cobertura da bomba atômica em Hiroshima. - Curadoras entrevistaram colaboradores e exploraram a rica história da revista. - A New Yorker evoluiu para um ícone cultural, abrangendo múltiplas plataformas e formatos.

Os arquivos da revista The New Yorker, localizados na Biblioteca Pública de Nova York, contêm mais de 2.500 caixas de manuscritos, cartas, provas de página e outros materiais. Entre os nomes célebres que contribuíram para a publicação estão E.B. White, J.D. Salinger e John Updike. A exposição “Um século da The New Yorker”, que ficará […]

Os arquivos da revista The New Yorker, localizados na Biblioteca Pública de Nova York, contêm mais de 2.500 caixas de manuscritos, cartas, provas de página e outros materiais. Entre os nomes célebres que contribuíram para a publicação estão E.B. White, J.D. Salinger e John Updike. A exposição “Um século da The New Yorker”, que ficará em cartaz até fevereiro de 2026, destaca itens como os “Anúncios Desagradáveis”, incluindo um anúncio de meias masculinas que foi considerado inapropriado pelo editor William Shawn.

A curadora Julie Golia e sua equipe passaram quase dois anos organizando a mostra, que busca atrair tanto fãs da revista quanto novos visitantes. O editor atual, David Remnick, expressou surpresa com o conhecimento da equipe sobre a história da publicação. Desde sua fundação em 1925, a revista se propôs a ser inovadora e reflexiva da vida urbana, enfrentando desafios financeiros e editoriais em seus primeiros anos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a revista se destacou com reportagens marcantes, como a famosa edição sobre Hiroshima escrita por John Hersey. A exposição apresenta a única cópia conhecida da edição com a faixa de capa original, além de artefatos significativos, como o manuscrito de Hannah Arendt e uma carta de James Baldwin. A mostra também homenageia colaboradores anônimos, como Eleanor Gould, que fez contribuições importantes para a edição.

A exposição explora não apenas o jornalismo, mas também os conflitos internos da revista, como a saída de William Shawn e a chegada de Tina Brown, que revitalizou a publicação nos anos 90. A “Revolução Tina” trouxe novas abordagens e diversificação, refletindo a evolução da revista, que hoje abrange um site, programas de rádio e podcasts, além de enfrentar questões de equidade em sua equipe.

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