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Cuidar do cinema é um ato de amor, afirma diretor do Festival de Cannes

- Thierry Frémaux lança "Lumière! A aventura continua!", restaurando filmes dos Lumière. - O documentário reflete sobre a resiliência do cinema frente a desafios modernos. - Frémaux destaca a importância de preservar a história do cinema e suas raízes. - Ele compara os curtas dos Lumière aos vídeos curtos populares nas redes sociais. - O diretor se prepara para a seleção oficial do próximo Festival de Cannes.

Thierry Frémaux, diretor do Festival de Cannes, lançou a segunda parte do documentário sobre os irmãos Lumière, intitulado “Lumière! A aventura continua!”. O filme reúne uma centena de obras restauradas dos pioneiros do cinema, destacando a importância de “cuidar do cinema como um ato de autocuidado”. Frémaux, que também dirige o Instituto Lumière, preserva cerca […]

Thierry Frémaux, diretor do Festival de Cannes, lançou a segunda parte do documentário sobre os irmãos Lumière, intitulado “Lumière! A aventura continua!”. O filme reúne uma centena de obras restauradas dos pioneiros do cinema, destacando a importância de “cuidar do cinema como um ato de autocuidado”. Frémaux, que também dirige o Instituto Lumière, preserva cerca de 2.000 filmes dos irmãos, ressaltando que o cinema é um reflexo de uma época sincera e honesta.

Em suas viagens, Frémaux carrega um pen drive com fragmentos de filmes que capturam momentos cotidianos, como a saída de trabalhadores de uma fábrica ou a chegada de um trem. Ele acredita que essas imagens não devem ser mantidas apenas para si, mas compartilhadas. O primeiro documentário da série, “Lumière! A aventura começa”, trouxe de volta aos cinemas os primeiros filmes da história, exibidos em 1895. Frémaux, que é delegado geral do Festival de Cannes desde 2007, vê um vínculo especial com os Lumière, afirmando que o cinema preserva a história e oferece uma nova perspectiva do mundo.

Apesar das previsões de morte do cinema devido à televisão e plataformas digitais, Frémaux defende que a sétima arte sempre resiste. Ele menciona que a pandemia de covid-19 fechou cinemas, algo que duas guerras mundiais não conseguiram, mas acredita que o cinema se defenderá por meio de artistas e do público. Ele também faz uma conexão entre os curtas dos Lumière e os vídeos curtos das redes sociais, como os “reels” do TikTok, destacando o fascínio que ambos exercem sobre o público.

Frémaux observa que os filmes dos Lumière estabeleceram marcos para a Nova Onda do cinema francês na década de 1960. Ele também menciona Georges Méliès como precursor do cinema hollywoodiano, enfatizando que não há oposição entre diferentes estilos de cinema. “Posso adorar os filmes de James Cameron e os de Chantal Akerman”, afirma, enquanto se prepara para finalizar a seleção oficial do próximo Festival de Cinema de Cannes.

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