Fernando Machado, engenheiro civil de 75 anos, lança seu novo livro, Gastura, pela editora Labrador, onde entrelaça memórias pessoais com eventos históricos significativos, como a chegada da televisão ao Brasil em 1950 e a Guerra Fria. Em entrevista, ele revela suas lutas com o alcoolismo e recorda sua experiência na faculdade durante a ditadura militar, […]
Fernando Machado, engenheiro civil de 75 anos, lança seu novo livro, Gastura, pela editora Labrador, onde entrelaça memórias pessoais com eventos históricos significativos, como a chegada da televisão ao Brasil em 1950 e a Guerra Fria. Em entrevista, ele revela suas lutas com o alcoolismo e recorda sua experiência na faculdade durante a ditadura militar, um período que considera produtivo, apesar das dificuldades.
O título Gastura tem origem em uma lembrança de sua juventude em Salvador, onde uma funcionária expressou um desconforto abdominal com essa palavra. Após iniciar um tratamento psicológico em 2018, Fernando começou a registrar suas reflexões, resultando em um emaranhado de anotações que culminaram no livro. Ele descreve a escrita como um processo terapêutico, que o ajudou a lidar com traumas e a traçar uma linha do tempo de sua vida.
Machado também reflete sobre sua vivência durante o golpe militar, mencionando a polarização política da época e sua experiência na Mackenzie, onde se relacionou com uma estudante da USP. Apesar das tensões, ele considera que a ditadura, embora marcada por censura e repressão, agora faz parte da história e não deve ser julgada com os olhos do presente.
O autor compartilha a dor da perda de seus filhos, que o levou a um fundo do poço emocional, e sua batalha contra o alcoolismo, que começou após uma série de acidentes e problemas pessoais. Desde 1992, ele se mantém sóbrio, destacando que essa mudança teve um impacto positivo em sua vida e em sua relação com os filhos, que o veem como um exemplo de superação.
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