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Asia Week New York 2025 enfrenta desafios com tarifas e cresce interesse por arte asiática

- A Asia Week New York, evento de arte asiática, ocorre até 21 de março. - Participação de galerias chinesas caiu para seis devido a novas tarifas dos EUA. - Expositores de arte japonesa aumentaram para quinze, refletindo mudanças no mercado. - Vendas de arte moderna do Sul da Ásia permanecem fortes, com otimismo entre especialistas. - Tarifa de 20% não se aplica a materiais informativos da China, mas a móveis e antiguidades.

A edição deste ano da Asia Week New York, que começou na segunda-feira e vai até 21 de março, já sente os efeitos das novas tarifas impostas à China pelo presidente Donald Trump. Apenas seis comerciantes de arte chinesa estão participando do evento, que exibe arte asiática em galerias, museus e leilões. O presidente da […]

A edição deste ano da Asia Week New York, que começou na segunda-feira e vai até 21 de março, já sente os efeitos das novas tarifas impostas à China pelo presidente Donald Trump. Apenas seis comerciantes de arte chinesa estão participando do evento, que exibe arte asiática em galerias, museus e leilões. O presidente da Asia Week, Brendan Lynch, destacou que a presença reduzida de expositores, como a especialista em arte chinesa antiga Gisèle Croës, limita a importação de obras para os Estados Unidos, afetando a dinâmica do mercado de arte.

Como resultado das tarifas, o número de expositores de arte japonesa aumentou para quinze, em comparação com doze no ano anterior, e há um crescimento no número de expositores de arte coreana. Lynch observou que o foco está em artistas mais jovens, que atraem novos colecionadores. Embora obras da China e Hong Kong consideradas “materiais informativos” não estejam sujeitas a tarifas adicionais de 20%, móveis e antiguidades estão, o que complica as vendas.

Os leilões de arte moderna e contemporânea do Sul da Ásia continuam fortes em casas como Christie’s e Sotheby’s, com especialistas afirmando que não esperam interrupções no mercado. Manjari Sihare-Sutin, da Sotheby’s, expressou otimismo, afirmando que não houve preocupações dos clientes até o momento. Nishad Avari, da Christie’s, também notou um aumento no interesse por arte indiana, impulsionado por novas iniciativas e exposições.

Apesar das complicações trazidas pelas tarifas, Lynch enfatizou a importância do evento para a interação entre profissionais da arte e a aquisição de obras por colecionadores e instituições. Ele mencionou que, embora o envio de obras esteja mais complicado e caro, os especialistas continuam a realizar pesquisas de proveniência e relatórios de condição. Lynch acredita que o setor está se adaptando às novas regras, buscando maneiras de contorná-las e manter o fluxo de negócios durante a Asia Week New York.

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